Alckmin deve receber Tasso nos próximos dias

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje que não pretende integrar a comitiva que visitará Tasso Jereissati (PSDB-CE), com a tarefa de convencê-lo a apoiar a candidatura do ministro da Saúde, José Serra. Segundo Alckmin, Tasso deve vir a São Paulo dentro de uma semana a dez dias, e os dois terão um encontro no Palácio dos Bandeirantes para discutir questões administrativas e políticas.?Até li no jornal, mas não estou indo para lá, não. É o Tasso que deve vir para cá?, afirmou Alckmin.Uma dos pontos administrativos que será tratado, segundo Alckmin, é a questão da Resolução 43 , aprovada em dezembro último pelo Senado Federal, e que impõe uma série de limites para a contratação de financiamentos externos. ?Ela praticamente impede todos os estados brasileiros de contraírem financiamentos externos. Isso precisa ser corrigido?, disse o governador.Segundo Alckmin, além de São Paulo, há outros seis estados interessados em resolver esse problema. "Já falei com o senador Ramez Tebet (PMDB-MS), presidente do Senado, com o governador Esperidião Amin (PPB-SC), e ontem falei com o Tasso", disse. Ele explicou que fez uma divisão com o colega catarinense: cada um ficaria encarregado de falar com três governadores do grupo. No grupo de Alckmin está o Jereissati. Sobre o quadro eleitoral nacional e a relação entre Tasso e Serra, no entanto, Alckmin evitou entrar em detalhes, mas se disse surpreso com a circulação de boatos sobre a possível desistência da pré-candidata Roseana Sarney (PFL-MA) a favor de uma candidatura única, tendo o ministro Serra como cabeça de chapa. "Não tenho nenhuma informação sobre isso, estou surpreso", disse. "Mas eu sempre defendi a aliança, acho que ela é necessária para governar. Então é mais coerente que seja feita durante a eleição", completou. Mas, avalia, definições sobre esse assunto não devem ocorrer antes de maio. "Não acredito que isso vá se resolver já. A convenção é em junho. Podem escrever o que eu estou dizendo: até maio não vai ter nenhuma definição, cada partido vai defender o seu candidato, o que é muito natural", disse Alckmin. Ele prevê que o estabelecimento de alianças só ocorrerá mais perto das datas das convenções nacionais dos partidos, quando as chapas que vão disputar as eleições serão homologadas. ManifestoCerca de 100 pessoas participaram hoje de uma manifestação pacífica em frente ao Palácio dos Bandeirantes. O grupo, coordenado por Luiz Carlos dos Santos, líder da ONG Instituto Sol e do Movimento "Tome uma atitude - Zona Sul pela Não Violência", realizou um enterro simbólico diante do Palácio e levou os números da violência na região sul da capital: em 2001, segundo Santos, foram assassinados 620 jovens entre 12 e 15 anos.O protesto, com faixas e cartazes, exigia do governo paulista maior atenção para os bairros da Capela do Socorro, Parelheiros e Grajaú. Os manifestantes criticaram, além da política de segurança dos governos municipal e estadual, a atenção exagerada ao que chamaram de "crime da moda", o seqüestro.A cada dois meses, segundo Santos, o Movimento faz manifestações semelhantes à de hoje, para tentar sensibilizar as autoridades. Entre os locais escolhidos para a realização de protestos, estão também a Assembléia Legislativa, a Câmara Municipal e a sede da prefeitura. O grupo pretendia conseguir uma audiência com o governador Geraldo Alckmin. Alguns de seus líderes foram recebidos pelo secretário da Casa Civil, Rubens Lara, que prometeu encaminhar ao governador as propostas entregues pelo Movimento.

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