Alckmin destaca número do partido em propaganda

O candidato do PSDB a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, aproveitou o horário eleitoral da TV desta noite (27) para reforçar na memória do eleitor o número do seu partido (45) e, já em clima de encerramento de campanha, fazer um balanço de realizações e promessas em várias áreas. Aloizio Mercadante, do PT, insistiu no discurso de que, se for eleito, vai trabalhar em parceria com o governo federal e repetiu a tática de "colar" seu nome ao da candidata petista a presidente, Dilma Rousseff.

Agência Estado

27 de setembro de 2010 | 21h58

Embalada pelo slogan "Geraldo não falta ao serviço e faz a obra aparecer", a propaganda tucana destacou vários programas da administração do PSDB no Estado: construção de moradias populares pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU); tratamento de esgoto em cidades do litoral por meio do Onda Limpa; escolas em tempo integral; rede de restaurantes populares Bom Prato; distribuição gratuita de remédios pelo Dose Certa; e ensino profissionalizante em escolas e faculdades técnicas.

Alckmin prometeu aplicar R$ 1 bilhão para construir creches e atender 200 mil crianças, criar o Via Rápida (cursos de curta duração para aperfeiçoamento profissional) e investir em grandes obras, como a conclusão da Linha 4 do metrô e construção das Linhas 5 e 6.

Mercadante afirmou novamente que as administrações tucanas não aceitaram parcerias com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por isso deixaram de receber dinheiro para investir no Estado. "Quando o governo daqui é do contra, o prejudicado é você", afirmou.

Relembrando que "Quem vota em Dilma vota em Mercadante", o candidato disse que Alckmin vem fugindo dele nos debates na TV. E a propaganda relacionou novamente 13 motivos para votar no petista, entre eles o fim do abuso na cobrança dos pedágios e a construção de 30 quilômetros de metrô até a Copa de 2014.

Alckmin foi alvo também do candidato do PP, Celso Russomanno. Quando a cidade de São Paulo parou com medo dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio de 2006, "Alckmin era governador", afirmou. Além disso, o programa de Russomanno apresentou o depoimento de uma delegada afirmando que 95% dos boletins de ocorrência não são investigados.

Paulo Skaf, do PSB, ressaltou a importância de ter presidido a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e disse que, na rua, os eleitores se surpreendem ao conhecer seu currículo.

Fabio Feldmann, do PV, repetiu inserção abordando o tema da obesidade infantil. O programa do PSTU, do candidato Mancha, afirmou que "no capitalismo você trabalha para os outros". Igor Grabois, do PCB, afirmou que só o eleitor "poder mudar esse jogo de cartas marcadas". E Paulo Bufalo, do PSTU, reclamou que "os tucanos criaram mais de 80 praças de pedágio nos últimos quatro anos" .

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.