Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Alckmin diz que prévias decidirão candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo

Governador de São Paulo desconversou sobre apoio a pré-candidatos; o empresário João Doria e o vereador Andrea Matarazzo já se apresentaram

ERICH DECAT e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2015 | 13h21

Atualizado às 23h38

Brasília - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou onesta quinta-feira, 30, que o nome do candidato do partido na próxima disputa à Prefeitura da capital paulista será escolhido por meio de prévias. “Temos muitos candidatos. Essa questão será resolvida nas prévias do partido”, afirmou o tucano ao ser questionado, em Brasília, se daria apoio ao empresário e apresentador de TV João Doria Jr., que se lançou anteontem para a eleição de 2016.

Além de Doria, o vereador Andrea Matarazzo também já se apresentou como pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo e conta com o apoio, por enquanto informal, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dos senadores José Serra e Aloysio Nunes e da maioria dos vereadores da legenda na Câmara. Outros nomes do partido deverão ser colocados na discussão até o final do ano. 

A avaliação da cúpula tucana no Estado é de que o processo de eleição interna será inevitável. Os nomes que poderiam ser considerado naturais em função do recall de eleições passadas – os senadores José Serra e Aloysio Nunes – disseram reiteradas vezes e de forma contundente que não estarão na disputa. 

Embora também mantenha uma boa relação com o alto clero tucano, Doria é visto como um novato no partido. Em um a eventual prévia, ele teria pouca chance na disputa pelos votos dos delegados partidários.

Sem nomes de consenso e com o diretório paulistano refém de uma disputa interna que o paralisou, os tucanos mais próximos ao governador começaram a dizer que chegou a hora do partido promover uma renovação interna inédita. Desde a fundação do PSDB, em 1988, apenas uma disputa pela Prefeitura da capital não teve Alckmin ou Serra como o candidato da legenda. A exceção aconteceu em 1992, com Fábio Feldman.

“O PSDB saberá crescer com esse processo interno de escolha”, afirma Felipe Sigollo, membro da direção estadual da sigla. Se por um lado os tucanos esperam aproveitar as prévias para dar visibilidade ao seu escolhido, por outro temem que a disputa fratricida empurre a decisão para 2016.

Atraso. Repetiria-se assim um erro histórico que sempre faz o PSDB começar atrasado sua montagem de palanque. Na eleição de 2012 o PSDB realizou a primeira disputa prévia para prefeito em março, quando todos os outros candidatos já estavam definidos. Depois de um processo tenso, José Serra, que se apresentou como candidato na última hora, venceu com 52% dos votos (3.176) o então secretário estadual de Energia, José Aníbal, que recebeu 31,2% (1.902 votos). Em terceiro lugar ficou o deputado federal Ricardo Tripoli, com 16,7% (1.018 votos). Ou seja, 47,9% rejeitaram o ex-governador. Dos cerca de 20 mil filiados aptos a votar, 6.229 compareceram às urnas.

Em 2015, os dois tucanos mais articulados entre os diretórios zonais e a militância tucana apta a votar são o vereador Andrea Matarazzo e o ex-deputado José Aníbal, que são adversários internos. Outros nomes que aparecem na lista de pretendentes e receberam sinal verde para tentar se viabilizar são o secretário de Desenvolvimento, Floriano Pesaro, o presidente da Assembleia Legislativa, Capez e João Doria Jr.

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