Alckmin descarta chapa encabeçada pelo PFL

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), descartou hoje a possibilidade de os tucanos formarem uma chapa com o PFL, encabeçada pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL-MA), para concorrer à eleição presidencial, em 2002. "O PSDB certamente terá candidato próprio à Presidência", reafirmou.Apesar de elogiar a trajetória de Roseana, ele voltou a repetir que a escolha dos nomes para a cadeira da Presidência só deve ser feita no ano que vem. "A Roseana tem feito uma boa campanha na televisão, é um quadro importante no PFL e um nome significativo na política, mas esta questão de nomes é precipitada", avaliou.Ainda no cenário político, Alckmin disse hoje que sua agenda atarefada não permite abrir brechas para se preocupar com o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), que ontem definiu o reajuste de 70% da verba destinada ao Rodoanel como o "maior escândalo da cidade de São Paulo". "Eu tenho muito trabalho e serviço para perder tempo com o Maluf. O que ele quer é mudar a pauta. Quer ir da pauta policial para a política", alfinetou.SeqüestrosDurante sua passagem esta manhã pelo bairro de Perdizes, onde autorizou a licitação para a construção da Unidade Básica de Saúde Jardim Vera Cruz, o governador comentou ainda a questão dos seqüestros em São Paulo. Segundo ele, apesar de a capital paulista ainda liderar a lista deste tipo de crime, algumas medidas contribuirão para a melhora do quadro. De acordo com o governador, a polícia já está melhor aparelhada e o número de policiais responsáveis pela área de seqüestro será duplicado. "Além disso, temos sangue novo na polícia. Só este mês, foram nomeados mais 180 delegados e 300 investigadores".Ainda na questão de segurança, o governador voltou a comentar a implosão do Complexo Carandiru, agendada para março/abril, e a entrega de seis Centros de Detenção Provisória (CDPs) nas próximas semanas - dois em Guarulhos, dois em Taubaté, um em Hortolândia e outro na Baixada Santista.

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