Alckmin desapropria áreas para construção de gasoduto

Um decreto do governo paulista que será publicado amanhã no Diário Oficial vai autorizar a desapropriação de uma faixa de 10 metros de largura por mais de 100 km entre Ribeirão Preto e Araraquara. O decreto deverá agilizar as operações da Gás Brasiliano, empresa que comercializará gás natural em 51% da área paulista. A empresa está com atraso de dois anos no seu cronograma para operar e espera começar a vender o gás natural até o final do ano. Ribeirão Preto, porém, só deverá ter o gás em 2004, segundo a empresa. O decreto desapropria áreas em 11 municípios por onde passará um braço do gasoduto ligando Boa Esperança do Sul, vizinha a Araraquara, a Ribeirão Preto. Além da desapropriação, a Gás Brasiliano aguarda outros trâmites como a licença para instalação da rede primária do gás. A empresa espera que a licença saia até o final do ano, como disse seu presidente, Luigi Cuviello, ontem, em reunião na Associação Comercial e Industrial (ACI) de Ribeirão Preto. Cuviello disse que a empresa teve muito prejuízo com o atraso no cronograma. Ele citou o aumento dos custos do aço, entre outros, com a desvalorização cambial ocorrida em 1.999, época em que a Gás Brasiliano firmou contrato com a CSPE - Comissão de Serviços Públicos de Energia do Estado de São Paulo. A Gás Brasiliano, companhia controlada pelas empresas Snam e Italgas (Grupo Eni, italiano) é a responsável pela distribuição e tecnologia do gás natural em 375 municípios da área Noroeste do Estado de São Paulo. Além da comercialização de gás natural, a Gás Brasiliano já assinou cinco protocolos de intenção para construção de térmicas nas cidades de Andradina, Bariri, Araraquara, Pederneiras e Ribeirão Preto. nenhum deles foi concretizado ainda. Apesar dos atrasos, que a empresa espera serem subtraídos do período de concessão, a Gás Brasiliano já iniciou um trabalho junto à Associação dos Engenheiros de Ribeirão e a ACI para preparar futuras construções na cidade, repassando os detalhes técnicos para utilização do gás natural. Para os empreendedores que já desejam adequar suas construções, a Gás Brasiliano se comprometeu a fornecer o GLP nas futuras construções enquanto o Gás Natural não chegar.

Agencia Estado,

19 Julho 2002 | 20h28

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