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Alckmin define mais três novos secretários

Governador de São Paulo, que se reuniu com líderes na véspera do Natal, deve fechar lista até a próxima terça-feira, 30 de dezembro

RICARDO CHAPOLA, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2014 | 03h40

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin definiu mais três novos secretários para o seu próximo mandato: os deputados Arnaldo Jardim (PPS), que comandará a pasta de Agricultura, e João Dado (SDD), que assumirá a Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, e o vereador Floriano Pesaro (PSDB), que dirigirá a Secretaria de Desenvolvimento Social.

As definições foram feitas pelo governador em reuniões com líderes de partidos de sua aliança durante praticamente toda a véspera do Natal no Palácio dos Bandeirantes. Ele pretende fechar o desenho de seu primeiro escalão até terça-feira.

Dado vai substituir Tadeu Morais, secretário do Trabalho desde o ano passado. A pasta está sob comando de aliados do presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força, desde 2012, como parte de um acordo costurado com Alckmin em troca do apoio à campanha de reeleição.

Na manhã desta sexta-feira, 26, o governador receberá uma comitiva do PPS para acertar os últimos detalhes sobre a ida de Jardim para a Agricultura. Ele substituirá Mônika Bergamaschi, no posto desde 2011. O PPS perdeu o controle da pasta de Gestão Pública, extinta por Alckmin para o próximo mandato. No encontro, dirigentes da legenda vão pedir mais espaço no governo.

"Agricultura é muito pouco. A gente estava na Gestão Pública que era enorme. Nós vamos lá ver se o governador aumenta (a participação no governo)", disse o deputado Alex Manente, que participará da reunião com o tucano, junto com Jardim e o presidente estadual do PPS, Davi Zaia.

Pesaro vai ser secretário de Desenvolvimento Social em 2015 no lugar de Rogério Hamam (PRB). A partir do ano que vem, o PRB estará no controle da secretaria de Esportes. O escolhido foi o vereador Jean Madeira, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. A troca realizada por Alckmin segue o mesmo desenho feito pela presidente Dilma Rousseff, que também alocou a sigla no Ministério do Esporte.

Alckmin decidiu também que o DEM assumirá a secretaria da Habitação e o PTB a Justiça. Os partidos ainda precisam indicar os nomes para o governador.

Anunciados. O tucano já anunciou a troca de sete secretários desde o começo do mês. Foram apresentados como novos integrantes do governo Benedito Braga, em Recursos Hídricos, Renato Villela, na Fazenda, Saulo de Castro, no Governo, Márcio França (vice-governador eleito), no Desenvolvimento Econômico, Alexandre de Moraes, na Segurança Pública, Clodoaldo Pelissioni, em Transportes Metropolitanos, e Edson Aparecido, na Casa Civil.

A Justiça deu prazo de dez dias para que o Ministério Público Estadual apresente "fatos e fundamentos jurídicos" que embasem o pedido de dissolução de dez empresas envolvidas com o cartel do setor metroferroviário operado no Estado de São Paulo entre 1998 e 2008, nas gestões de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin - todos do PSDB. A decisão é do juiz Marcos Pimentel Tamassia, da 4.ª Vara da Fazenda Pública.

Em ação aberta no dia 4 de dezembro, os promotores pedem dissolução da Siemens, Alstom Brasil, CAF Brasil Indústria e Comércio, Trans Sistemas de Transporte, Bombardier Transportation, MGE Manutenção de Motores e Geradores Elétricos, Mitsui & CO Brasil, Temoinsa do Brasil, Tejofran de Saneamento e Serviços e MPE Projetos Especiais. A Promotoria pede ressarcimento de R$ 418,3 milhões - valor do prejuízo causado pelas empresas em três contratos de manutenção de trens com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entre 2001 e 2002.

"No entendimento do autor (Ministério Público), as companhias rés deverão ser dissolvidas porque haveria vício em suas constituições, ausente objeto lícito e porque não agiam com probidade e boa-fé na consecução dos contratos", diz o juiz, na decisão. "No entanto, o pedido de dissolução não guarda correspondência com fundamentos jurídicos e com o próprio ordenamento."

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