Alckmin defende voto distrital, cláusula de barreira e fim da reeleição para 2018

Em participação no 'Programa do Ratinho', tucano defendeu que as mudanças passem a valer já para as próximas eleições

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2017 | 03h03

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu na noite desta quarta-feira, 12, que o Congresso Nacional aprove até setembro deste ano a implantação do voto distrital no País, uma cláusula de desempenho para as eleições e o fim da reeleição com mandato de cinco anos para cargos no Executivo.

"Se a gente fizer só isso, já dá uma melhorada. Voto distrital, acabar com a reeleição e a cláusula de desempenho", disse o governador durante participação no "Programa do Ratinho", do SBT. Para que as mudanças passem a valer já nas próximas eleições, em outubro de 2018, as alterações devem ser feitas até setembro deste ano.

Pretenso candidato tucano a presidente da República, Geraldo Alckmin afirmou que políticos eleitos para cargos no Executivo devem ter apenas um mandato. "Acho que um mandato só já está bom, pode ser no máximo de cinco anos", destacou.

Além disso, o tucano sinalizou discordar da ideia de antecipar as eleições diretas em caso de saída do presidente Michel Temer. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou a dizer que seria um "gesto de grandeza" se Temer propusesse antecipar as eleições gerais.

"Nós temos que cumprir a Constituição", disse o governador, ao comentar o assunto. Em declarações anteriores, quando perguntado sobre a manifestação de FHC, Alckmin afirmou que era o ex-presidente quem deveria dar explicações sobre a tese. 

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