Alckmin defende verba extra para o Rodoanel

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) rebateu as críticas em relação ao aditamento de 69,9% da obra do Rodoanel. "Não há nenhum fato novo, o aditivo foi necessário por causa de uma série de fatos supervenientes, inclusive por que não teve projeto executivo, na ocasião da licitação", disse Alckmin. "Isso não quer dizer que o projeto básico está errado. Está incompleto." Alckmin afirmou, no entanto, que daqui para frente as grandes obras do governo paulista só entrarão em licitação com projeto executivo detalhado. Alckmin lembrou que o investimento no Rodoanel ainda é o mesmo orçado no projeto original, da Dersa, cerca de R$ 600 milhões. "Quando o Rodoanel estiver pronto, com aditivo, ele terá custado R$ 11,5 milhões por quilômetro. É a obra desse porte mais barata do Brasil", disse. Alckmin citou, para efeito de comparação, o custo do quilômetro de outras obras viárias, entre elas as rodovias dos Bandeirantes (R$ 12,7 milhões/km), a Ayrton Senna (R$ 17,5 milhões), a Carvalho Pinto (R$ 24 milhões/km) e o da avenida Água Espraiada (R$ 53,9 milhões/km). "O aditivo foi mais do que bem justificado. Seria uma irresponsabilidade minha, como governador , parar a obra para licitar de novo. Além de custar mais de R$ 200 milhões, porque seriam preços atuais, não os de 1998, a obra ficaria parada por dois anos", explicou. Ele destacou que, antes de tomar a decisão, consultou auditores e especialistas. "Temos todo o arcabouço jurídico. Estamos tranqüilos e vamos entregar a obra no prazo. O trecho entre Anhangüera-Bandeirantes-Estrada Velha de Campinas será entregue ainda em dezembro." No início da semana, o governador disse que pretende encaminhar ao Conselho de Ética da Assembléia Legislativa paulista pedido para apurar a denúncia feita pelo deputado Emídio de Souza (PT), sobre irregularidade na licença ambiental, pedindo suspensão da obra. "É uma obra tripartite - governos federal, estadual e municipal -, mas a prefeitura, que deveria pôr 25% dos recursos, substituiu a sua parte em dinheiro por críticas, críticas levianas como a que foi feita por esse deputado", afirmou Alckmin.

Agencia Estado,

28 de novembro de 2001 | 17h03

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