Alckmin defende que vice de Aécio seja investigado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da República pelo PSDB, defendeu em entrevista coletiva que o vice-governador de Minas Gerais, Clésio Andrade, seja investigado por ter recebido recursos financeiros da conta do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.Entre 2003 e 2004, o Instituto de Desenvolvimento de Assistência Técnica e Qualidade de Transporte (IDAQ), presidido por Andrade, teria recebido R$ 7,4 milhões das contas de Valério no Banco Rural de Brasília. Apenas na primeira semana de janeiro de 2004, o montante sacado das contas de Valério por representantes do IDAQ seria de R$ 4 milhões. "Não sei de detalhes, mas a investigação vale para todos", disse Alckmin, após visitar uma escola estadual na zona Leste da capital paulista, onde almoçou com os alunos.Embora o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), seja um dos dirigentes do PSDB que participam da escolha do futuro candidato do partido à Presidência da República, Alckmin manteve posição de defender a investigação sobre Andrade. Ele não especificou, porém, se essa investigação deveria ser conduzida pela CPI dos Correios, Polícia Federal ou Ministério Público Federal.PFLAlckmin disse que a conversa mantida nesta segunda-feira com o líder do PFL na Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), durante café da manhã no Palácio dos Bandeirantes foi "muito boa e muito madura". "A tendência, não é para já, é de PSDB e PFL estarem juntos não só na campanha, mas no projeto de desenvolvimento nacional", afirmou Alckmin, após visitar uma escola na zona leste da capital.O governador foi evasivo e preferiu elogiar Maia ao ser indagado se o deputado, filho do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL) - um dos entusiastas da candidatura presidencial de José Serra -, teria vindo a São Paulo para retomar a relação entre o pai dele e Alckmin. "O deputado Rodrigo Maia é uma nova liderança, um novo quadro, tem uma vocação política e é um dos melhores deputados do Congresso", disse, sem revelar o teor da conversa. CampanhaSobre a disputa que mantém com o prefeito de São Paulo, José Serra, dentro do partido, pela indicação para concorrer à Presidência da República, Alckmin voltou a defender o estabelecimento de "critérios de escolha", não descartando a possibilidade de participar de prévias. "Algum critério tem que existir", insistiu. Distribuição de verbasO critério de distribuição de verbas federais para os Estados, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é "antiético, antidemocrático e anti-republicano", disse Geraldo Alckmin. Segundo ele, a administração federal do PT é "um governo atrasado". Isso porque Estados governados por petistas, como o Acre, receberam mais recursos federais no ano passado do que aqueles administrados por partidos de oposição ao governo, caso de São Paulo."O critério (de distribuição de verbas) de natureza partidária é um atraso. Os recursos devem seguir para onde há necessidade, e não seguindo critério de natureza partidária", disse o governador, após visitar uma escola na zona leste de São Paulo, onde almoçou com os alunos. Segundo Alckmin, há uma "visão equivocada" do governo Lula. "Aliás, o grande problema do governo Lula tem sido uma mistura indevida entre o público e o privado - veja o valerioduto - e entre partido e governo. O partido, o nome já diz, é parte, é pedaço. Governo é para todos os brasileiros."

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