Alckmin defende investigação sobre cunhado e diz que ação de PRE sobre doações foi 'equívoco'

Governador de São Paulo participou de café da manhã com representantes das centrais na manhã desta quinta no Palácio dos Bandeirantes

Gustavo Uribe / SÃO PAULO, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 11h51

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta quinta-feira, 13, realização de uma "investigação absoluta" sobre o suposto esquema de doações para campanhas eleitorais em troca de contratos para fornecimento de merenda escolar no interior do Estado. Um dos cunhados do tucano, o empresário Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, é apontado pelo Ministério Público (MP) como lobista do esquema.

 

Após café da manhã com representantes de sete centrais sindicais no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o governador pregou que uma apuração do episódio é necessária "independente de quem seja (o apurado)". "Eu já falei, investigação total para qualquer pessoa, independente de quem seja", disse. "Se é uma denúncia, ela envolve coisa pública. Uma investigação absoluta", completou.

 

Alckmin também avaliou como "equívoco" pedido da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) de abertura de processo de investigação judicial contra 17 candidatos eleitos em 2010 no Estado, entre eles o tucano. A PRE-SP indica irregularidades na captação de recursos para a campanha eleitoral, sustentando que por intermédio do comitê financeiro do PSDB Alckmin recebeu R$ 700 mil da empresa UTC Engenharia S.A.

 

A Procuradoria adverte que a Lei 9.504-97 reconhece como fonte vedada de recursos concessionárias e permissionárias de serviço público, como estaria enquadrada, conforme a denúncia, a UTC. De acordo com Alckmin, os recursos são "totalmente legais". "A empresa que fez a doação dentro da lei não é concessionária. Há um equívoco, isso vai ser esclarecido", justificou, destacando que não vê nenhuma irregularidade na doação.

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