Alckmin defende ICMS e ataca contribuições federais

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) admitiu hoje a possibilidade de revisão da cobrança do ICMS, principal imposto paulista, responsável por 88% dos recursos arrecadados no Estado. "Acho que a legislação do ICMS pode ser aperfeiçoada, mas o ICMS não é problema, porque ele é um imposto bom. Ruim é aquele em cascata como o PIS-Cofins, a CPMF, que são impostos cumulativos e tiram a competitividade do produto nacional", disse Alckmin.Ontem, o presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em encontro com empresários, falou sobre a importância da reforma tributária e a dificuldade da aprovação de um projeto, dos vários existentes, no Congresso. Fernando Henrique pediu empenho dos empresários para a aprovação de um dos pontos da reforma tributária: o que uniformiza a cobrança de ICMS.Alckmin negou que tenha feito uma crítica indireta ao pedido do presidente, ao classificar as contribuições federais de impostos ruins. "Acho que a CPMF é um instrumento necessário hoje porque o governo não pode perder receita. Mas é um imposto ruim porque é em cascata, agrava o produto, tira a competitividade."Alckmin ressaltou a importância da realização da reforma tributária. Segundo ele, a reforma deve ter três objetivos básicos: simplificar o modelo tributário, que hoje é muito complexo e dá margem a diversos tipos de sonegação; eliminar ou substituir os impostos em cascata por valor agregado; e evitar a prática da guerra fiscal.O governador participou, nesta manhã, da inauguração de mais uma unidade do restaurante Bom Prato, na Vila Nova Cachoeirinha. No total já foram entregues sete restaurantes da rede. Este é o primeiro na Zona Norte. Em março, o governo paulista pretende entregar mais duas unidades, um no Itaim Paulista e outro na rua 25 de Março. Em abril serão entregues mais dois, um em Osasco e outro em São Bernardo. O restaurante funciona de segunda à sexta-feira, das 11h30 às 14h30, e serve refeições balanceadas ao preço de R$ 1,00.

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