Alckmin defende deputado suspeito na máfia do CDHU

Mauro Bargato é ex-secretário de seu governo e atual líder na Assembléia

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), saiu nesta sexta-feira, 29, em defesa do líder do governo na Assembléia Legislativa paulista e ex-secretário de seu governo, Mauro Bragato, suspeito de envolvimento com o escândalo das obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O esquema envolve fraude em licitações e superfaturamento de obras de casas populares na região de Presidente Prudente, base eleitoral de Bragato. Alckmin, que proferiu uma palestra sobre gestão pública na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), disse conhecer Bragato há mais de 30 anos e destacou que duvida de seu envolvimento em qualquer tipo de irregularidade. "Fui deputado com ele na década de 70. Pessoa correta, séria, pobre, direita, voto distrital, conhecidíssimo lá em Presidente Prudente. Não acredito que tenha nenhum envolvimento", afirmou o tucano. Ele insistiu que, diante das denúncias, cabe agora aguardar as explicações de Bragato e esperar que as investigações esclareçam o episódio.Em uma rápida entrevista concedida antes da palestra, Alckmin também voltou a desviar de perguntas sobre a possibilidade de se candidatar à prefeitura de São Paulo no ano que vem. Dessa vez, o ex-governador disse que, por enquanto, prepara-se apenas para contribuir para que o PSDB possa ter bons candidatos nos cerca de 5.600 municípios do Estado por meio de um esforço de organização partidária. A escolha dos nomes, segundo ele, só deve ser debatida no ano que vem. "Como é que é a música do Zeca Pagodinho? Deixa a vida me levar", brincou. ContasQuestionado sobre o fato de as contas de sua gestão para 2006 terem sido aprovadas com ressalva pelo Tribunal de Contas, o tucano ressaltou que são apenas "coisa burocráticas" e que as contas paulistas são as melhores do País.

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