Alckmin defende apuração de denúncia sobre cunhado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu hoje a realização de uma "investigação absoluta" sobre o suposto esquema de doações para campanhas eleitorais em troca de contratos para fornecimento de merenda escolar no interior do Estado. Um dos cunhados do tucano, o empresário Paulo César Ribeiro, irmão da primeira-dama Lu Alckmin, é apontado pelo Ministério Público (MP) como lobista do esquema.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

13 de janeiro de 2011 | 12h24

Após café da manhã com representantes de sete centrais sindicais no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o governador pregou que uma apuração do episódio é necessária "independente de quem seja (o apurado)". "Eu já falei, investigação total para qualquer pessoa. Se é uma denúncia que envolve coisa pública, a investigação deve ser absoluta", completou.

Alckmin também avaliou como um "equívoco" o pedido da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) de abertura de processo de investigação judicial contra 17 candidatos eleitos em 2010 no Estado, dentre eles o governador. A Procuradoria aponta irregularidades na captação de recursos para a campanha eleitoral, sustentando que, por intermédio do comitê financeiro do PSDB, Alckmin recebeu R$ 700 mil da empresa UTC Engenharia S.A.

A Procuradoria adverte que a Lei 9.504-97 reconhece como fonte vedada de recursos concessionárias e permissionárias de serviço público, como estaria enquadrada, conforme a denúncia, a UTC. De acordo com Alckmin, os recursos são "totalmente legais". "A empresa que fez a doação, dentro da lei, não é concessionária. Há um equívoco, isso vai ser esclarecido", justificou.

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