Alckmin defende aliança para sucessão

O governador Geraldo Alckmin defendeu nesta terça-feira em Santos a formalização de uma aliança de seu partido, o PSDB, para a disputa das eleições presidenciais do ano que vem."Se a esquerda já está comprometida com candidaturas próprias, temos que procurar essa aliança no centro", afirmou.Isso significa, em sua opinião, que os parceiros serão os mesmos partidos que formam a base de sustentação do governo.Descartou, secamente, sua candidatura: "Não sou candidato", respondeu. Mas revelou que o PSDB não vai sozinho para as eleições: "vai de aliança e tem bons nomes para apresentar ao eleitor".Alckmin defende a formalização da aliança antes da eleição presidencial. "É preferível que seja feita antes, até para o povo saber".Ele acredita que o vencedor, seja de que partido for, terá que se aliar para poder governar. Lembrou que Fernando Henrique Cardoso foi eleito no primeiro turno, e o PSDB não conseguiu eleger 20% dos congressistas. "Isso sempre acontece, e é preciso garantir a governabilidade".O governador defendeu também uma reforma política, "pois o Brasil é o país ocidental que mais partidos políticos tem, e o quadro partidário é muito fragmentado".Quanto à permanência do PMDB no governo, Alckmin disse que não vê "razão para tirar um partido que está apoiando o governo, o que não se pode aceitar são exigências descabidas".Defendeu a manutenção da base de sustentação do governo FHC, "pois é preciso ter governabilidade".Mesmo tendo feito todos esses comentários, Geraldo Alckmin, acha que "é cedo e não há razão alguma para antecipar a questão sucessória". Para ele, "isso é um erro matemático e político".E justificou: "Erro matermático, porque a eleição é no ano que vem, e político, porque encurta o governo, o que não é bom para o País".

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