Alckmin declara apoio a Tuma para 2º voto para Senado

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, declarou hoje segundo voto em Romeu Tuma (PTB), candidato à reeleição ao Senado. O posicionamento do tucano ratifica pacto realizado entre PSDB e PTB na semana passada, em que Tuma passaria a fazer dobradinha informal com Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).

ROBERTO ALMEIDA, Agência Estado

20 de setembro de 2010 | 16h26

A declaração de Alckmin, dada após almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, foi gravada por uma das câmeras da equipe de TV de Tuma, que deverá usar a fala do tucano no programa eleitoral. "Eu quero deixar claro. Vamos votar em dois senadores. Vou votar no Aloysio Nunes e no senador Romeu Tuma. Na questão de apoio em TV e rádio, precisa verificar a questão jurídica", disse o tucano.

A preocupação dos tucanos com impedimentos legais tem como base a natureza das coligações do PTB. Em São Paulo, apoia informalmente o PSDB. No entanto, em âmbito federal está na coligação do presidenciável tucano José Serra - brecha para incluir Tuma em santinhos. "Na campanha nacional nossas cédulas sairão com os dois senadores (Aloysio e Tuma). Na estadual, não poderemos fazer isso", observou Alckmin.

Na última pesquisa Ibope com números da corrida ao Senado, divulgada no último dia 17, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB) apareciam, respectivamente, com 36% e 34% das intenções de voto, em empate técnico. Aloysio subiu de 16% para 22% e saiu da situação de empate com Romeu Tuma (PTB). O petebista atingiu 18%. Tuma, com afonia, continua internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está desde o dia 1º de setembro. Ele tem previsão de alta para esta semana.

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