Alckmin: debates e programas serão decisivos na eleição

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acredita que os dois debates, os programas de rádio e televisão e a experiências dos candidatos serão decisivos na última semana da campanha eleitoral para a Presidência da República. "Acho que é uma eleição não decidida e nós estamos otimistas", afirmou ele hoje, em Porto Alegre, referindo-se às perspectivas de José Serra (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT).

ELDER OGLIARI, Agência Estado

25 de outubro de 2010 | 18h44

Para Alckmin, os direitos de resposta que o tucano já ganhou em programas de Dilma e os que ainda está buscando, assim como os debates, terão "bom peso" numa semana em que a audiência dos horários políticos tende a aumentar.

O futuro governador paulista também destacou que não acredita em preparação de véspera para os debates e deu a entender que seu candidato para a Presidência está mais preparado que a concorrente. "Tem que ter uma vida de preparação e experiência. Serra foi candidato, senador, prefeito, governador e ministro de área econômica e área social, está preparado", avaliou.

Alckmin reservou o dia de hoje para divulgar a candidatura de Serra no Rio Grande do Sul, repetindo movimentos que havia feito na semana passada em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre. O tucano chegou a Porto Alegre na metade da manhã e visitou quatro emissoras de rádio e a governadora Yeda Crusius (PSDB).

À tarde, ele viajou para Santa Maria, onde participaria de um ato público de campanha. Alckmin anunciou ainda que vai dedicar o restante da semana à campanha para a eleição de Serra na região metropolitana de São Paulo. Ao falar com os jornalistas, confirmou que os apoiadores do presidenciável tucano vão reforçar a campanha nas regiões Sul e Sudeste.

Gaúchos

No Rio Grande do Sul, os tucanos esperam reverter o resultado do primeiro turno, quando Serra ficou com 2,6 milhões de votos, 400 mil menos do que Dilma, que chegou a 3 milhões. Em 2006, o próprio Alckmin venceu Lula no Estado, pelo placar de 3,46 milhões a 2,05 milhões de votos no primeiro turno e por 3,48 milhões de votos a 2,81 milhões no segundo turno.

A expectativa agora é ganhar o apoio dos gaúchos que optaram por outros candidatos no primeiro turno. "Acho que a maioria dos votos da Marina (Silva, presidenciável pelo PV) vem para o Serra", previu Alckmin. "Acho que aqui a diferença ou diminui ou o Serra ganha." No primeiro turno, Marina Silva obteve 725 mil votos no Estado.

Assim como Serra vem fazendo, Alckmin também disse que o Rio Grande do Sul, que será governado pelo petista Tarso Genro a partir de janeiro, não será discriminado num eventual governo federal do PSDB. "Serra, se eleito, será parceiro do Rio Grande do Sul", prometeu.

Economia

Ao abordar as perspectivas econômicas do Brasil, Alckmin sustentou que uma vitória de Serra pode levar à queda das taxas de juros do País graças, segundo ele, à credibilidade do tucano. Referindo-se às privatizações, o governador eleito destacou que "o que devia ser concessionado já o foi e com benefícios", citando a popularização da telefonia.

Afirmou ainda que Serra vai fortalecer as empresas públicas. "Essa questão da privatização é um pouco o PT querer fazer a coisa do medo, mas não tem sustentabilidade, não tem a menor razão de ser", afirmou.

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