Alckmin dará início à reforma do secretariado na próxima semana

Governador de SP vai mexer em pastas para reacomodar aliados que devem apoiar sua reeleição em 2014; Agricultura, Justiça e Saúde estão entre as cotadas para mudar

Bruno Boghossian, de O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2013 | 14h47

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quinta-feira, 3, que dará início à reforma de seu secretariado na semana que vem. O tucano pretende fazer alterações nos comandos de pastas de seu governo para acelerar a execução de projetos estratégicos e reacomodar partidos aliados que devem apoiar sua reeleição, em 2014.

 

Alckmin deverá indicar novos ocupantes de gabinetes ocupados por secretários interinos (Desenvolvimento Metropolitano e Desenvolvimento Econômico) e nomear chefes de outras pastas. Entre as secretarias cotadas para fazer parte da reforma estão Agricultura, Turismo, Justiça e Saúde.

 

O governador também afirmou que a Secretaria do Planejamento será a pasta responsável por fazer o monitoramento dos principais projetos e obras do Estado, além da execução orçamentária do governo.

 

"Hoje cedo, tivemos uma reunião com a Secretaria de Planejamento sobre saneamento básico - água, esgoto, programa Água Limpa, Parque Várzeas do Tietê... É a Secretaria de Planejamento que vai fazer a parte de acompanhamento de projetos e execução orçamentária", disse o governador paulista.

 

Alckmin também afirmou que pretende se reunir ainda este mês com o senador mineiro Aécio Neves para discutir a candidatura do PSDB à Presidência da República, em 2014. Líderes do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, defendem que Aécio seja o candidato da sigla. O governador defendeu, no entanto, que a decisão só seja tomada no fim de 2013.

 

"Acho que é hora de os pré-candidatos se apresentarem, percorrerem o País, falarem à sociedade, discutirem os temas de interesse nacional e convencerem o partido. A definição de nome, nós defendemos mais no final do ano. Não há razão para escolhermos candidatos dois anos antes", afirmou.

 

 

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