Alckmin critica Lula na condução da reforma agrária

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolhido ontem para disputar a Presidência pelo PSDB, aproveitou seu primeiro dia como candidato para atacar o governo federal pela forma como vem conduzindo sua estratégia no que se refere à reforma agrária. O governador, que voltou a dizer que o governo Lula é "lerdo" e omisso em relação a essa questão, defendeu que o País precisa de estabilidade. "Isso é falta de autoridade", disse Alckmin. Alckmin disse nesta quarta-feira que "a verdade" será sua principal arma para vencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida presidencial deste ano. Escolhido para representar o PSDB na disputa, Alckmin reconheceu que as eleições não serão fáceis, mas disse acreditar em sua capacidade de se mostrar ao eleitor como um instrumento da mudança."Não há eleição fácil, toda eleição é disputada. Quem ganha com isso é o eleitor, na comparação e na qualidade de propostas", disse o Alckmin, após participar do terceiro evento de sua agenda na manhã desta quarta-feira - o lançamento do início das obras de remodelação de trevo de acesso da rodovia D. Pedro I com a rodovia Anhangüera. "Mas eu confio na mudança, quero ser um instrumento da mudança", completou.Reação do mercadoAlckmin também aproveitou para repetir o discurso feito na cerimônia que o anunciou como candidato tucano a Presidência, destacando que pretende dar "um banho de ética" no País, com o aumento da eficiência, redução do desperdício, crescimento econômico e inclusão social.Perguntado sobre o fato de o anúncio de sua candidatura ter sido avaliado como um dos motivos da alta da Bovespa e da queda do câmbio registradas ontem, Alckmin preferiu não associar o fato de disputar a Presidência da República com uma reação positiva do mercado financeiro. "Seria muita pretensão achar que isso ocorreu em função de um anúncio de um nome", afirmou.

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