Alckmin critica intenção do PT de ampliar alianças

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, ironizou, neste sábado, as declarações do presidente do PT, Ricardo Berzoini, de que o partido não faria restrições quanto à consolidação de alianças para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."É interessante ver como as coisas mudam no poder. Antes, o PT era o maior crítico de alianças amplas. Hoje, eles topam qualquer coisa para tentar reeleger o Lula. Mas eu digo que nem isso adianta porque as alianças partidárias são construídas baseadas em um projeto, e eles não possuem nenhum projeto."O ex-governador disse também que o presidente Lula estaria "deslumbrado" pelo fato de ter conseguido chegar ao comando do Executivo nacional. "Ele está perdido. Está usando salto tipo 15. Mas eu não. Eu estou pronto para trabalhar e colocar as sandálias da humildade porque o País não precisa de discurso e de palanque", concluiu. PMDBPerguntado sobre os rumores de que estaria negociando, nos bastidores, uma composição com o pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho, o tucano despistou. Sem citar nenhuma vez o nome do peemedebista, Alckmin reafirmou apenas o interesse em ter o PMDB em seu palanque, caso o partido opte por desistir de uma candidatura própria à Presidência.Aliados próximos ao pré-candidato, no entanto, afirmaram que após o surgimento de novas denúncias contra Garotinho - sobre irregularidades na arrecadação de recursos de sua pré-campanha - deixaram a cúpula do PSDB em alerta. Perguntado sobre a possibilidade de negociar com outros partidos à vaga de vice em sua chapa, diante da demora dos pefelistas em indicarem um nome para o cargo, Alckmin retrucou: "Há um compromisso de meu partido com o PFL. Isso não quer dizer que temos alguns problemas pontuais, mas a vaga é deles."Ao lado do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que coordena sua campanha, Alckmin realiza neste final de semana prolongado mais uma intensa programação em cidades nordestinas, na tentativa de se tornar mais conhecido na região. Na maratona de visitas, o tucano passará por pelo menos seis cidades nos Estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará.

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