Alckmin critica demora na ampliação de aeroportos paulistas

Governador eleito prometeu ajudar a Infraero no que for possível para acelerar as questões relacionadas a aprovações ambientais pendentes no projeto de ampliação de Cumbica

André Magnabosco, da Agência Estado,

04 Dezembro 2010 | 14h31

O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), voltou a criticar hoje a demora nas ampliações dos aeroportos de São Paulo. "Nosso principal problema para a Copa do Mundo são os aeroportos. Tanto que foi só o Natal se aproximar que já vimos os aeroportos travados", afirmou o futuro governador diante de uma plateia formada principalmente por alunos do curso Gerente de Cidade, na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP).

 

"Precisamos fazer o terceiro terminal do aeroporto de Cumbica e o segundo terminal e a segunda pista do aeroporto de Viracopos", afirmou, referindo-se aos aeroportos localizados em Guarulhos e Campinas, respectivamente.

 

Alckmin prometeu ajudar a Infraero no que for possível para acelerar as questões relacionadas a aprovações ambientais pendentes no projeto de ampliação de Cumbica, obra que sequer foi licitada, destacou o governador eleito. Ele também reforçou as propostas de modernização de aeroportos de menor porte, inclusive com a concessão de locais para a iniciativa privada, e defendeu a necessidade de construção de um novo aeroporto metropolitano no Estado.

 

Royalties para viabilizar investimentos

 

Além dos investimentos necessários no modal aeroviário, Alckmin destacou a importância de projetos em outras áreas da infraestrutura brasileira, como os portos, caso de São Sebastião, e rodovias - Alckmin classificou como prioritária a duplicação da Rodovia dos Tamoios, que liga José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, a Caraguatatuba, no litoral norte do Estado. Para estruturar esses investimentos, entretanto, o governo de São Paulo conta com uma definição a respeito da distribuição dos royalties oriundos da exploração do petróleo.

 

O tucano defendeu que os Estados produtores (caso de São Paulo) recebam maior parte das verbas resultantes da exploração, uma vez que esses Estados precisarão investir na construção de aeroportos, redes de saneamento básico, habitação, preparação de recursos humanos, entre outros pontos. Ao mesmo tempo, destacou que o tema está aberto a discussões. "Entendemos que aquilo que já foi licitado não pode ser alterado, mas acreditamos que, daqui para frente, o tema pode ser discutido", afirmou, buscando diferenciar os contratos já em vigor e acordos envolvendo novas explorações, principalmente do pré-sal.

 

A emenda que destina parte dos royalties da exploração de petróleo do pré-sal para redistribuição a todos os Estados foi aprovada pelo Congresso na última quarta-feira, e agora aguarda decisão do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No dia seguinte, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que já recomendou o veto integral ao Presidente e lembrou que o assunto ainda será discutido por vários ministérios e pela Advocacia-Geral da União. A mudança na legislação atual poderá fazer com que a arrecadação do governo de São Paulo em 2018, com a exploração do litoral paulista, caia de R$ 1,2 bilhão projetado para R$ 66 milhões.

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