Alckmin critica demora das reformas política e tributária

Ex-governador paulista faz criticas a Lula por ter tolerado os casos de corrupção ligados a Renan Calheiros

Natália Gomez, da Agência Estado,

16 de setembro de 2007 | 14h56

A lentidão com que o governo está administrando o andamento das reformas política e tributária no Congresso foi criticada neste domingo, 15, pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB). "Se o Brasil não acelerar as reformas, perderá uma época de bonança na economia mundial", afirmou Alckmin, em entrevista durante a convenção municipal do PSDB, na capital paulista.   Serra definirá candidato da aliança PSDB-DEM, diz Kassab   Segundo ele, a política econômica do governo Lula só está sendo bem-sucedida porque o cenário internacional é favorável, mas criticou o governo por não pensar no longo prazo. Ele atribuiu a boa avaliação da política econômica petista pela população à continuidade das medidas implementadas no governo Fernando Henrique Cardoso pela atual gestão.   O ex-governador paulista criticou ainda o esforço do governo para prorrogar a CPMF. O bom momento econômico do País deverá duplicar a arrecadação com o imposto, segundo ele, o que deixa o governo em uma situação muito confortável e, conseqüentemente, inibe as reformas.   "Se o governo apertar o cinto, será forçado a acelerar as reformas. Um outro benefício seria a redução da carga tributária e o estímulo ao consumo. O governo está acomodado", criticou. O ideal, para o ex-governador, seria reduzir a carga tributária para 30% do PIB.   Alckmin ainda criticou Lula pela tolerância com os casos de corrupção, ao ser perguntado sobre a postura do presidente em relação ao caso Renan Calheiros, absolvido no Senado na semana passada, após as denúncias de quebra de decoro parlamentar. "O governo está desvirtuado, porque ao invés de estar voltado para os cidadãos, apenas serve aos governantes", alfinetou.

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