Alckmin critica concentração de verbas do governo para aliados

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou hoje a orientação que o governo federal tem dado, nesse ano, de concentrar a liberação de recursos de emendas orçamentárias para os partidos da base governista. Segundo levantamento de comissão mista do Congresso, do total de emendas individuais já liberadas, 28% foram concedidas aos partidos aliados e apenas 2% para a oposição."Não é um critério razoável", disse o governador, ao participar do hasteamento da bandeira da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo.Para Alckmin, o Orçamento da União deveria ser "determinativo e não uma peça de ficção", o que, segundo ele, resultaria na liberação de recursos para todas as emendas aprovadas, sem a necessidade de autorização do Executivo.Ele sugeriu ainda que as emendas coletivas deveriam merecer prioridade. "Em São Paulo, não foram liberadas ainda as emendas coletivas para o Rodoanel, piscinões e penitenciárias", citou. Sobre o fato de o PSDB ser, proporcionalmente, o partido que menos obteve recursos em emendas até o momento, Alckmin classificou a situação como uma "distorção".

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