Alckmin contesta "solidariedade" do governo federal

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) reagiu hoje às críticas que o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, fez aos tucanos, questionando principalmente a "solidariedade" entre o governo federal e o Estado de São Paulo, anunciada pelo ministro petista. "Ouvi a palavra do ministro José Dirceu dizendo da solidariedade do governo federal com o governo do Estado nessa questão das invasões. Agradecemos a solidariedade, mas ela deve ser transformada em gestos práticos", argumentou.Em outro trecho da entrevista que concedeu na manhã de hoje, após vistoriar obras na Estação da Luz, em São Paulo, o governador afirmou: "O que nós vimos em São Bernardo do Campo foram os vereadores do PT que estimularam as invasões. Parlamentares do PT que apóiam invasores. Um deputado do PT que entra na Justiça com o objetivo de evitar a reintegração de posse (do terreno da Volks). Então, que solidariedade é essa?"O governador destacou que o caminho para resolver os conflitos sociais que estão ocorrendo no País é o de "trabalhar unido". Ele voltou a demonstrar preocupação que o impasse numa solução para a invasão do terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, possa provocar o aumento do número de invasores. "Fico preocupado com a demora na solução do problema em São Bernardo do Campo", reiterou.ReformasAo comentar a falta de acordo entre governadores e o Executivo federal na questão da reforma tributária, Alckmin disse que é necessário ter cautela e serenidade nesse debate. "É preciso cautela para não colocar água na fervura, não vejo atrasos nesses entendimentos", disse. Com relação à reforma da Previdência, o governador disse que o texto original foi apoiado e as primeiras mudanças também. "E ponto final", destacou, numa indicação de que não é possível ficar mudando a reforma a todo o momento.Alckmin criticou também a intenção de mais de 500 prefeituras do Estado decretarem ponto facultativo e paralisarem suas atividades, na próxima terça-feira, em protesto contra a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios e na receita do ICMS. Apesar de reconhecer que houve mesmo essa queda, o governador acredita que a paralisação não é o caminho. "E se isso ocorrer, acredito que pelo menos os serviços essenciais funcionem para a população", completou.Após vistoriar as obras na Estação da Luz, que está sendo recuperada e se transformará num centro de referência mundial dedicado à Língua Portuguesa, Alckmin disse que amanhã o governo do Estado estará assinando um contrato da compra de oito prédios na região da Rua 15 de Novembro, no centro da Cidade. Os prédios irão abrigar secretarias e empresas do próprio governo. "Teremos com isso uma economia de R$ 800 mil, pois muitos desses órgãos funcionavam em regiões caras, como a Avenida Paulista e Jardins, e gastávamos cerca de R$ 1,1 milhão em aluguéis."

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