Alckmin confirma aprovação de financiamentos

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou a aprovação de três financiamentos - dois do BID e um dos Bird, no valor total de US$ 329 milhões -, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "São financiamentos para três projetos importantes: recuperação de rodovias, erradicação de cortiços e Linha 4 do Metrô", disse. A CAE também aprovou regime de urgência para a votação no Senado, já na próxima semana, dos três projetos."Aprovados no Senado, esperamos assinar o contrato com as agências multilaterais em junho e, na seqüência, com as empresas. Aí, é iniciar as obras", disse Alckmin. Segundo ele, o processo de licitação para as obras dos três projetos já estava em andamento, aguardando a assinatura dos contratos com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o Bird (Banco Mundial), além da aprovação no Senado. Metade dos recursos são dos bancos, a outra metade, do governo paulista.Um dos financiamentos do BID, no valor de US$ 120 milhões - com a contrapartida de outros U$S 120 milhões do governo -, será destinado à recuperação de mais de 1,5 mil quilômetros de rodovias. O projeto contempla recapeamento, terceira faixa e acostamento, além de obras de segurança nas pistas. Na região do alto Tietê, estão no projeto a SP-31, Rodovia Índio Tibiriçá, de Suzano, passando por Ribeirão Pires (já no ABC), até as proximidades da Rodovia Anchieta.Também estão no programa de recuperação de rodovias a Mogi-Bertioga, que faz a ligação de Mogi das Cruzes com o litoral, e a Mogi-Biritiba. No litoral, será beneficiada a SP-55, que vai de Ubatuba, passando por Caraguatatuba, São Sebastião, Bertioga, até a Piaçagüera-Guarujá.O segundo financiamento, no valor de U$ 110 milhões - U$S 60 milhões do governo estadual e U$S 50 milhões do BID - é para a erradicação de cortiços na Capital e nos municípios de Santos e Campinas. O terceiro empréstimo, de US$ 209 milhões, é do Bird, para a construção de parte da Linha 4 do Metrô, a Linha Amarela. Considerada a linha mais importante da composição, a "linha da integração", ela terá 14 quilômetros de extensão e capacidade prevista de transporte de 900 mil passageiros/dia.O traçado da Linha 4 começa na Estação Luz do Metrô, onde há interligação com a Linha Norte-Sul (L-1); passa pela Praça da República, e lá faz nova interligação, com a Linha Leste-Oeste; segue em direção à avenida Paulista e faz nova interligação na Estação Vila Madalena. Prossegue descendo a Avenida Rebouças, cruza, e faz outra interligação com o "trem espanhol" Osasco-Jurubatuba; cruza o rio Pinheiros e vai terminar na Vila Sônia, na zona Oeste. Mas isso, só em 2006."Metrô é assim, são quatro anos de obras até entrar em funcionamento, essa é a realidade", disse Alckmin. "Nós, agora em setembro, estaremos entregando a Linha 5 do Metrô, mas começou em 1998", completou. A Linha 5, ou Linha Lilás, já está operando de modo experimental. A capacidade prevista de transporte é de 400 mil passageiros/dia. Essa primeira etapa tem 9,4 quilômetros de extensão e seis estações. Irá ligar o Capão Redondo ao Largo Treze.EleiçõesO governador participou hoje, pela manhã, em Suzano, da entrega de mais um lote de 8 viaturas Blazer e duas motos para Polícia Militar. Acompanhado de secretários estaduais e dos prefeitos da região do Alto Tietê, Alckmin destacou, durante seu discurso, a importância da administração "honesta e eficiente". Na coletiva, ele afirmou que não se tratava de uma provocação ao ex-prefeito Paulo Maluf, acusado de suposto de desvio de recursos públicos para paraísos fiscais no Exterior.Candidato do PPB ao governo paulista, Maluf lidera as pesquisas de opinião pública para a disputa estadual, seguido de Alckmin. "Não é nenhuma mensagem, eu citei princípios nos quais acredito. Aliás, nem é qualidade e, sim, obrigação." Alckmin disse ainda que a queda do senador José Serra (PSDB) para terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência não tem reflexo na campanha eleitoral paulista. "A campanha ainda não começou. Pesquisa a cinco meses da eleição não tem valor político", voltou a afirmar Alckmin.

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