Alckmin compara governo Lula ao período militar

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), comparou o governo Lula ao período militar. Na avaliação do tucano, "percebe-se hoje nitidamente uma visão centralizadora equivocada", afirmou. "O período militar tinha essa visão centralizadora." Alckmin argumentou que a centralização não funciona, especialmente em um País do tamanho do Brasil. O governador observou que o governo federal tem tomado uma série de medidas para o enfraquecimento dos Estados. "É todo dia. Não tem uma semana que você não tenha uma decisão que prejudique mais os Estados", afirmou. O governador disse que a União precisa tratar melhor os Estados. E salientou que São Paulo tem contribuído ao firmar várias parcerias com o governo federal. "Estamos ajudando. O pessoal diz queremos Polícia Militar (PM) para fazer a guarda federal e fazem com os nossos policiais. Aí, querem a farda. E nós vamos ceder para o Brasil inteiro. Depois dizem que não têm onde colocar presos e trazem para São Paulo. Mas não tem reciprocidade", insistiu. Alckmin afirmou que até hoje o governo federal ainda não tinha liberado recursos do fundos de segurança e penitenciário. "É inacreditável. Estamos entrando em setembro e até uma criança vê a gravidade do problema da segurança nas grandes metrópoles e o grande problema dos presos", reclamou. "Sequer conseguimos assinar convênio. E não é São Paulo. É ninguém." O governador reafirmou que até agora a União ainda não liberou os R$ 200 milhões referentes ao fundo de exportação. "Isso foi combinado. As exportações brasileiras estão batendo recorde e os Estados é que pagam isso porque além de não receber nada ainda temos que devolver o crédito do ICMS." Em relação à reforma tributária, Alckmin disse que o pacote "maldades" - o aumento da carga tributária - só beneficia o governo federal. "A carga tributária aumentou em cima de Cofins e PIS, que é tudo para o governo federal. A bondade é em cima de Imposto de Renda (IR) e IPI, que nós (Estados e municípios) é que estamos pagando." Alckmin reforçou as declarações de ontem (23) do também tucano Aécio Neves, governador de Minas Gerais. "O Aécio tem razão em colocar essa questão federativa, que é central."

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