Alckmin comemora baixa rejeição; Marta prioriza os pobres

Candidatos do PSDB e PT à Prefeitura de São Paulo aparecem tecnicamente empatados, aponta pesquisa Ibope

Silvia Amorim, Niza Souza e Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo,

20 de julho de 2008 | 17h40

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, comemorou neste domingo, 20, que o resultado da pesquisa Ibope divulgada pelo Estado mostra que ele tem o índice mais baixo de rejeição entre os adversários, de 13%. "O que pesa é a rejeição mais baixa", disse.A ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT, ressaltou o fato de ter a concentração do seu eleitorado entre a população de baixa renda. "Não tenham dúvida de que as classes mais pobres serão prioridade da minha gestão." Já o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), atribuiu o baixo desempenho do candidato do partido, Gilberto Kassab, ao fato de as campanhas da sigla ainda não terem se iniciado. "As campanhas estão abertas. Kassab (candidato) vai colar na avaliação positiva que tem" disse Maia.   Veja também: Ibope dá 34% a Marta e 31% a Alckmin na corrida em S. Paulo Candidato apoiado por PSDB e PT aparece em 3º em BH Ibope aponta Crivella na frente, com 23%, para prefeito do Rio Mendonça Neto lidera corrida no Recife com 30% Pesquisa Ibope - São Paulo  Pesquisa Ibope - Recife Pesquisa Ibope - Belo Horizonte  Pesquisa Ibope - Rio de Janeiro    Ao comentar a pesquisa divulgada no sábado, Marta ressaltou que o importante é o dia da votação. "Pesquisa é momentânea. Eleição se ganha quando as urnas são abertas. Estar na frente é reconhecimento pelo que fiz quando prefeita. Vou continuar fazendo o que venho fazendo: conversar com o povo", disse.   Para Alckmin, a pesquisa mostra que sua campanha tem que priorizar as zonas leste e sul da cidade. "Ela mostra que nós já estamos na frente nas zonas norte, oeste, centro e na sul 1 (bairros menos afastados. Então nós vamos concentrar nossos esforços na sul 2 (periferia da região), onde estamos hoje, e na zona leste, onde ontem eu passei o dia", afirmou o tucano, após caminhada no Grajaú, distrito em que a adversária do PT, Marta Suplicy, tem a maioria dos votos.   Ele considerou o resultado bastante favorável. "Recebo a pesquisa com muita alegria. É uma enorme prova de confiança no nosso trabalho como governador e num futuro possível governo nosso como prefeito."   Para Maia, do DEM, o crescimento da candidatura de Kassab deverá ocorrer a partir da propaganda eleitoral na TV, quando o eleitor poderá fazer a associação com as realizações do prefeito. O presidente do partido avaliou ser natural que Kassab tenha mais dificuldade para crescer nas pesquisas do que Marta e Alckmin, porque nunca disputou uma eleição majoritária. Vice do então prefeito, José Serra (PSDB), Kassab assumiu o cargo com a eleição do tucano ao governo paulista. Marta já foi eleita prefeita anteriormente e Alckmin, governador, além de disputar a última eleição para presidente da República.   O senador Romeu Tuma (PTB-SP), um dos apoiadores de Alckmin, avalia que o cenário não irá alterar muito até o primeiro turno. Ele considera que o quadro permanecerá com Marta e Alckmin em posições bem próximas. "Como se diz em corrida de cavalo, a luta vai ser cabeça a cabeça", afirmou Tuma.   Resultados   A pesquisa Ibope divulgada no sábado mostra que Marta e Alckmin estão tecnicamente empatados na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com ligeira vantagem para Marta, que teve 34%, contra 31% de Alckmin.   Em terceiro lugar aparece o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, com 10%, também em empate técnico com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP), que teve 9%. Soninha Francine (PPS) registrou 2%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos porcentuais, Marta pode ter de 31% a 37%, e Alckmin, de 28% a 34%, o que demarca um ponto de intersecção entre as possíveis variações dos dois.   Num hipotético segundo turno, Alckmin apareceu à frente de seus dois principais rivais. Contra Marta, registrou 47% a 43%, em situação de empate técnico; contra Kassab venceria por 35 pontos - 58% a 23%. Marta, por sua vez, superaria Kassab por 16 pontos - 51% a 35%. O porcentual de indecisos na pesquisa estimulada é muito baixo, considerando o tempo que resta até as eleições - só 8% disseram que votarão em branco ou nulo e apenas 4% ainda não decidiram em quem votar. Nessa situação, para crescer um candidato não terá alternativa senão tomar votos de oponentes que estão à sua frente.

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