Alckmin cobra Lula e diz que governo está ´parado´

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou nesta terça-feira, 12, ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para retomar o crescimento do País. "Vejo que o governo está bastante parado. Estamos a 18 dias da posse, e as reformas não estão sendo debatidas", disse Alckmin, derrotado por Lula na eleição presidencial. "O País não cresce com discursos, mas com ações", completou, em visita ao plenário do Senado, onde foi recebido por senadores do PSDB e PFL que apoiaram a sua candidatura. Além das críticas à demora do presidente Lula em anunciar medidas, o tucano disse estar preocupado com o caos do setor aéreo. "É resultado da ineficiência do governo. É muito grave e afeta diretamente os setores do turismo e serviços", observou. No campo político, Alckmin avaliou que o cenário está "esquisito". "Acomodação política" "Temos uma agenda que é de acomodação política e partidária", afirmou, ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a chamada cláusula de barreira, que estabelecia restrições ao funcionamento dos pequenos partidos a partir de 2007. "Essa medida do STF foi preocupante, pois fixar um prazo para a adoção da nova regra foi um desejo do legislador para limitar o multipartidarismo". Ainda nesse contexto de "acomodação política", o tucano lamentou o desfecho da CPI dos Sanguessugas, que não deve apresentar novas revelações no relatório, e o julgamento do último "mensaleiro", o deputado José Janene (PP-PR), que foi absolvido pela Câmara. Em relação às contas da campanha do presidente Lula, Alckmin disse não acreditar que sejam rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Não creio nisso, mas vamos aguardar", disse, em conversa informal com jornalistas. Alckmin disse que não vai disputar as eleições para a prefeitura de São Paulo, repetindo o caminho do tucano José Serra. Por enquanto, seu projeto é passar seis meses estudando nos Estados Unidos, para onde viajará nos próximos dias. Ele afastou também a possibilidade de disputar a presidência do PSDB em novembro, quando termina o mandato do senador Tasso Jereissati (CE). Sobre como vai agir no governo Lula, enfatizou: "Estou na oposição. Na democracia quem ganha governa e quem perde vai para a oposição, para fiscalizar, propor alternativas e se preparar para as próximas eleições."

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