Alckmin cita 'rodovia da morte' ao justificar pedágio

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, criticou hoje os adversários políticos que consideram o pedágio paulista o mais caro do Brasil. "O governo federal tem pedágio barato, mas não tem estrada, tem rodovias da morte. A rodovia Régis Bittencourt (que liga São Paulo a Curitiba) tem pedágio barato, mas até agora não foi duplicada. São Paulo tem as dez melhores rodovias do Brasil", disse ele, em entrevista à TV Tem, de Sorocaba, no interior do Estado.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 14h37

Alckmin admitiu ser possível uma redução nas tarifas se não afetar o equilíbrio econômico financeiro dos contratos de concessão rodoviária. Na concessão da rodovia Carvalho Pinto, a última realizada pelo governo tucano, a tarifa já foi menor, segundo ele. A redução na tarifa de pedágio é uma das bandeiras do candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante, seu principal concorrente.

"Vamos fazer uma auditagem nos 18 contratos e, onde tiver espaço, nós vamos reduzir. Ao invés de exigir mais obras das concessionárias, vamos exigir uma tarifa menor." Nos novos contratos de concessão, afirma Alckmin, as empresas terão de assumir os acessos às cidades e a conservação de mil quilômetros de estradas vicinais.

O candidato tucano criticou também quem investe contra a construção de presídios no Estado - outra bandeira dos adversários. "A única maneira de reduzir a criminalidade é prendendo o bandido. São Paulo tem 68 mil presos e precisa ter onde colocar essa gente. Fico admirado de ver nossos adversários dizerem que precisa reduzir a criminalidade e serem contra os presídios." De acordo com ele, o Estado reduziu o índice de homicídios de 33% para 10%. "No Brasil todo o índice cresceu."

Protesto

Alckmin enfrentou o protesto de 50 funcionários do Judiciário, em greve há 122 dias, na entrada e na saída da emissora de Sorocaba. A van que levava o ex-governador foi socada pelos manifestantes, que empunhavam cartazes e usavam um alto-falante. Os grevistas reivindicam reposição de perdas de 20,16% e queriam conversar com o candidato ao governo, mas Alckmin não os atendeu.

"Esse é um problema do Poder Judiciário. No Executivo estadual não há greve", afirmou o candidato. O presidente da Associação da Família Forense de Sorocaba e Região, Maurício Queiroz, disse que o tucano preferiu fugir ao invés de ouvir os servidores.

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