André Lessa/AE
André Lessa/AE

Alckmin assume papel de cabo eleitoral, mas diz que 'isso não muda um voto'

Para o governador tucano, apoio é um 'gesto de companheirismo'

Bruno Boghossian, de O Estado de S. Paulo

06 de agosto de 2012 | 21h45

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), posou para fotos com candidatos de seu partido a 39 prefeituras do Estado, assumindo o papel de principal cabo eleitoral tucano nas disputas municipais deste ano. Com um governo bem avaliado, Alckmin havia sido pressionado por correligionários a mergulhar na campanha, mas resolveu dar um recado aos candidatos: disse que seu apoio "não muda um voto".

"Vamos tirar fotos com quem precisar, vamos gravar para TV e rádio, vamos pedir aos secretários para fazer campanha à noite e nos fins de semana. Mas isso não muda um só voto. É mais um gesto de companheirismo", disse o governador em discurso aos aliados, antes da sessão de fotos. "Um prefeito bem avaliado pode eleger seu sucessor, assim como um governador bem avaliado também pode eleger seu sucessor. O resto não muda nada."

Alckmin ouviu cobranças de líderes tucanos, que relataram "uma romaria de ministros" do governo Dilma Rousseff em campanhas no interior. "Queremos que os secretários tirem o traseiro da cadeira e façam campanha no interior", pediu o prefeito de Franca, Sidney Franco da Rocha.

Zeloso, o governador se recusa a autorizar a dedicação de secretários a eventos eleitorais e não usa veículos oficiais para atos de campanha. Nos últimos dias, usou táxis e carros de aliados para dar apoio ao candidato do PSDB na capital paulista, José Serra.

"Muito cuidado com as questões jurídicas. Tem muita gente abusada na política. O povo quer honestidade. Quem tiver um arranhão, tá fora do jogo", alertou Alckmin.

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