Alckmin apoia ação no RJ e pede mais atuação federal

O governador eleito do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), manifestou hoje seu apoio às ações realizadas no Rio de Janeiro de combate ao tráfico de drogas em favelas da cidade. Segundo ele, as operações mostram que o governo fluminense está no "caminho certo" e que é necessária uma maior participação do governo federal em temas relacionados à segurança pública. "É preciso que o governo entre nesse tema, e entre firmemente, a partir do combate ao tráfico de drogas e armas nas fronteiras e à lavagem de dinheiro", afirmou Alckmin.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agência Estado

04 Dezembro 2010 | 14h33

O futuro governador de São Paulo disse que entrou em contato com o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, para transmitir solidariedade e apoio ao Estado. Para Alckmin, é importante que o governo fluminense não altere sua atual estratégia de combate à criminalidade. "Não pode retroceder sequer um milímetro. Essas ações, quase terroristas, de ataque à polícia e de atear fogo em veículos, são uma prova de que há desespero (por parte dos criminosos)", destacou Alckmin, após ministrar palestra na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) na manhã de hoje.

Para Alckmin, a segurança é uma questão nacional, e por isso deve contar com o envolvimento direto do governo federal. Ele avalia que a situação também vale para a área da saúde, que será tema de reunião entre governadores do PSDB, a ser realizada na próxima quarta-feira. "Acredito que existe (uma situação de) subfinanciamento na saúde. Faltam recursos para o SUS, a medicina ficou mais cara, mais sofisticada. Só que governar é escolher. Por isso cabe ao governo federal, dentro do seu Orçamento, alocar mais recursos para a saúde", enfatizou Alckmin. Ele afirmou, no entanto, que é contrário à recriação da CPMF.

Após afirmar que ainda não sabe a posição dos demais governadores do partido sobre possíveis temas da reunião, inclusive o retorno da CPMF, Alckmin citou alguns pontos que deverão estar em debate: a prorrogação da Lei Kandir, a emenda constitucional sobre o fundo de combate à pobreza e reformas constitucionais, entre outras. O encontro deverá reunir os governadores eleitos Antonio Anastasia (MG), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA), Beto Richa (PR), Siqueira Campos (TO), Teotônio Vilela (AL) e Anchieta Júnior (RR), além de Alckmin.

Apesar de o encontro reunir líderes da oposição ao governo federal, Alckmin afirmou que a expectativa dos governadores em relação à presidente eleita Dilma Rousseff é de cooperação. "Tive uma boa conversa depois da eleição da presidente Dilma, na qual ela afirmou que São Paulo é parceiro do desenvolvimento brasileiro", confidenciou. Durante a presença na FAAP, onde é professor, Alckmin elogiou as medidas anunciadas ontem pelo governo federal de combate a um possível superaquecimento da economia brasileira. "As medidas eram necessárias porque já começamos a ver a inflação acima da meta", justificou.

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