Chico Siqueira/Estadão
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Alckmin anuncia formação de comitê para coordenador da crise hídrica

O governador diz que não tomará medidas de contingenciamento sem avisar com antecedência a população

Chico Siqueira - Enviado especial a Araçatuba, O Estado de S. Paulo

31 de janeiro de 2015 | 21h22

O governador Geraldo Alckmin afirmou neste sábado, 31, que seu governo está formando um comitê de gestão para discutir a crise hídrica em São Paulo. A formação do comitê foi cobrada por prefeitos da Grande São Paulo que pedem a apresentação de um plano de contingência e criação de campanha para informar a população sobre a situação do problema.

“O comitê está sendo instalado, nós estamos fazendo um comitê, formado pelo governo, pela sociedade civil, entidades de classes, universidades, sindicatos, indústria, agricultura, comércio, prefeitos. Enfim, vamos ter um comitê para dar permanentemente total transparência, troca de informações, sugestões, propostas para este trabalho”, afirmou Alckmin durante sua passagem por Araçatuba.

Sobre o plano de contingenciamento, Alckmin disse que “não tem nenhuma redução tomada”, mas que seu governo vem adotando medidas de redução de consumo, “através do estímulo do bônus, adoção de sistema de válvula redutora de pressão durante a madrugada e distribuição gratuita de caixas d’água para famílias de menor renda”. Segundo o governador, seu governo não tomará medidas de contingenciamento sem avisar com antecedência a população.

“A Sabesp tem administrado muito bem essa gestão da crise hídrica e nós não tomaremos nenhuma medida de racionamento sem uma ampla antecedência e comunicação para a população. Mas este é um estudo que está sendo feito pela Sabesp e não há nenhuma decisão tomada”, afirmou o governador.

Apelo. Em Coroados, onde entregou viaturas para as Casas de Agricultura, o governador voltou a pedir à população da Grande São Paulo para continuar economizando água, porque a seca deste ano poderá ser igual ou pior que a registrada no ano passado. Segundo Alckmin, a região Sudeste do País vive a pior seca dos últimos 100 anos e os níveis de chuvas estão menores em 2015 que em 2014.

“Neste mês de janeiro choveu menos que em janeiro do ano passado. No Cantareira choveu a metade e no Alto do Tietê, 40%. Por isso, todo mundo deve continuar colaborando”, afirmou Alckmin. “Quero agradecer a população, porque 81% fez o uso racional da água; São Paulo consumiu 72 metros cúbicos, hoje consome 55”, disse.

“Quero pedir que todos ajudem, pois nós não podemos abrir mão de ninguém. Então precisamos da colaboração de todos”, apelou. “Esta é a maior seca do século; o ano mais seco foi em 1953, mas no ano passado, choveu metade de 1953. E este mês a queda foi de até 50% em relação ao mesmo mês do ano passado”, completou.

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