Alckmin amplia citações a Serra no horário gratuito

O PSDB aumentou a presença do presidenciável da sigla, José Serra, na inserção do candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no horário eleitoral gratuito exibido na TV hoje (27) à noite. Nas peças anteriores, Serra era citado no máximo em duas oportunidades. Na noite de hoje, o nome de Serra foi dito cinco vezes, com a presença de imagens do tucano quando governador de São Paulo. A maior exposição do presidenciável nas propagandas estaduais faz parte de esforço do PSDB para alavancar o desempenho de Serra nas pesquisas de intenções de voto, revertendo o cenário de queda registrado nos últimos levantamentos.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

27 de agosto de 2010 | 22h03

O presidenciável do PSDB foi citado quando foram listadas realizações da sigla à frente do Palácio dos Bandeirantes, como o Bom Prato ("o Serra ajudou"), o Dose Certa ("o Serra dobrou o número de remédios distribuídos de graça"), o Acessa São Paulo ("o Geraldo fez e o Serra ampliou") e a ampliação da rede de metrô na capital paulista ("o Geraldo ampliou e o Serra deu o maior gás"). O candidato do PSDB à sucessão presidencial também foi citado por um eleitor, que disse ter votado no Alckmin e no Serra e vai continuar votando neles "quantas vezes for possível".

A inserção do PSDB também investiu num tom mais popular, apresentando Alckmin como um candidato que se preocupa com a população mais carente. Em imagens do restaurante Bom Prato, uma das iniciativas implantadas pelo PSDB em São Paulo, o candidato apareceu almoçando entre populares, elogiando a comida servida nas unidades. "Feijoada vai bem, ainda mais com esse friozinho".

O candidato do PT, Aloizio Mercadante, repetiu o programa exibido no início da tarde de hoje. O petista focou no tema educação e fez críticas duras à gestão do PSDB na área. "Algumas boas coisas foram feitas, mas para poucos", criticou Mercadante. "Os alunos estão passando de ano sem aprender em São Paulo." O petista listou uma série de medidas para serem adotadas em um evento governo do PT, como facilitar o acesso de jovens pobres às escolas técnicas estaduais e erradicar o sistema de progressão continuada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a petista Dilma Rousseff apareceram novamente na inserção do PT, pedindo votos para o candidato.

A propaganda do candidato do PP, Celso Russomanno, mostrou o problema do crack em São Paulo, com imagens de dependentes entrevistados pelo candidato. Um deles reclamou que o governo estadual não lhe dá condições para que se trate do vício. Russomanno acusou o PSDB de mentir para os eleitores. "O governo que está aí mente para você e não cuida dos viciados e drogados", criticou. "O governo não fez nada para remediar essa situação."

Os outros candidatos repetiram as propagandas exibidas na tarde de hoje. Fábio Feldman, do PV, falou sobre obesidade, anorexia e a necessidade de orientar a população a ter uma alimentação saudável. "São sérios problemas de saúde pública", disse. Paulo Bufalo, do PSOL, defendeu o financiamento público de campanha. Luiz Carlos Prates, o Mancha, do PSTU, pregou a reestatização das empresas "privatizadas". Igor Grabois, do PCB, propôs a desmilitarização da polícia e a formação de um corpo policial único. Anaí Caproni, do PCO, disse que, se eleita, fará um governo "sem representantes do grande capital".

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