Alckmin aguarda convite para discutir precatórios

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse que aguarda um convite do ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para falar sobre a questão dos precatórios estaduais. "Não tenho encontro marcado, não recebi nenhum convite", disse Alckmin. Há alguns dias, Mello declarou que pretendia chamar os governadores para uma conversa sobre o assunto, e pedir explicações sobre o não pagamento das dívidas. Alckmin reafirmou que o governo paulista é o que mais tem pago precatórios, e evitou falar sobre o possível sequestro de receita - pedido por Campinas - pelo não pagamento da dívida. Em valores atualizados, Alckmin relembrou que nas gestões anteriores foram pagos entre R$180 e R$ 190 milhões (Quércia); cerca de R$ 750 milhões (Fleury); R$ 1,5 bilhão (primeiro mandato Covas); e, neste ano, devem ser pagos R$ 700 milhões. "O que acontece é que os valores dos precatórios são muito altos, mas nós estamos atualizando", disse Alckmin. "Casos já transitados e julgados, que teríamos que pagar, estamos ganhando na Justiça, pedindo uma revisão porque os valores são absurdamente altos", disse, citando precatórios relativos à Serra do Mar, na região da Mata Atlântica. Alckmin relembrou ainda que, ao contrário de outros Estados, São Paulo é favorável a aplicação da norma que prevê o pagamento de precatórios não alimentares em até 10 anos, um décimo por ano, com aplicação de multas e seqüestro de verba em caso de não pagamento.

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