Alckmin afirma que não vai negociar com PCC

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) reafirmou hoje a disposição de não negociar com o crime organizado. Alckmin disse que não pretende responder a exigências ou ameaças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pela imprensa. Ontem, o PCC assumiu a autoria do seqüestro da filha do diretor da Casa de Custódia de Taubaté, José Ismael Pedrosa. "Não se deve tratar esta questão pela imprensa. É prejudicial e não colabora para a solução do problema. Enquanto o quadro não for elucidado e a questão do seqüestro não estiver resolvida, não vamos tratar o caso pela imprensa - é um princípio do governo paulista", disse Alckmin. Ele não considera a ação do PCC fora dos presídios atuação terrorista, mas de crime organizado. Alckmin disse ainda que, além do PCC, há outras facções atuando.No início do ano três líderes do PCC foram transferidos do Carandiru para Casa de Custódia, que é uma penitenciária de segurança máxima. A reação do PCC à transferência foi organizar rebeliões simultâneas em 29 unidades prisionais do Estado de São Paulo, no final de fevereiro. Na segunda-feira, o comando do PCC enviou à Rede Globo uma gravação, em fita VHS, ameaçando familiares de integrantes do governo se não houvesse a transferência das lideranças.Na avaliação do governador, a situação é grave, mas o governo paulista está tomando todas as medidas necessárias, que não serão explicitadas pela imprensa, reafirmou. "Se há alguém que está trabalhando, tomando medidas práticas e agindo com firmeza e coragem é o Estado de São Paulo. A melhor prova de que as medidas estão sendo corretas é a reação do PCC. Mas nós não vamos antecipar pela imprensa fatos que são de segurança pública", disse Alckmin.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.