Alckmin afirma que assassinato de Celso Daniel foi crime comum

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje que o crime contra o ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), seqüestrado e morto há mais de um mês, não deve ter motivação política, como chegou a ser sugerido no início da investigação por lideranças petistas. ?É muito pouco provável que seja um crime político, mas só saberemos depois que o caso for totalmente elucidado?, disse Alckmin. Ele recebeu, pela manhã, o sucessor de Daniel, João Avamileno, que concorda com a avaliação do governador.Como Avamileno, Alckmin evitou dar detalhes do encontro, que durou cerca de uma hora e meia. Também estiveram presentes o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) e os secretários Saulo de Castro, da Segurança, e Rubens Lara, da Casa Civil. Eles trouxeram algumas sugestões e algumas críticas ao processo investigativo, nós estamos abertos, disse Alckmin. Ele rebateu, no entanto, as acusações do PT de que teria havido coação de testemunhas no caso Daniel. ?Não há coação, há investigação e todos devem colaborar. Todos queremos a verdade e a justiça e posso dizer que, nesse caso, o governo e as polícias estão trabalhando com rigor, transparência e eficiência, reagiu Alckmin.O governador reafirmou que não pretende comentar dados do processo investigatório sobre o assassinato do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT. O crime ocorreu no dia 10 de setembro do ano passado e ainda não foi esclarecido. ?Não há crime perfeito?, garantiu.

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