Alckmin afaga PMDB, mas partido ratifica Skaf em SP

Na tentativa de ampliar alianças para 2014, tucano reúne prefeitos do partido; provável candidato da sigla em SP, presidente da Fiesp já marcou jantar com peemedebistas

Atualizado às 13h46, Gustavo Porto e Pedro Venceslau - O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2013 | 11h39

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) fez nesta quarta-feira, 4, um gesto de afago a cerca de 40 dos 86 prefeitos do PMDB de São Paulo e liberou, em média, R$ 300 mil para cada um durante um café da manhã no Palácio dos Bandeirantes. O Broadcast Político, noticiário em tempo real da Agência Estado, apurou que o encontro foi uma primeira aproximação de Alckmin para ter o apoio do PMDB ao menos em um segundo turno nas eleições de 2014, o que irritou membros da cúpula nacional do partido, defensores da parceria com o PT.

 

Após o encontro, o presidente do PMDB paulista, deputado estadual Baleia Rossi, ratificou que o partido terá candidato próprio ao governo paulista em 2014 e que ele será o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Um novo gesto de apoio a Skaf como candidato do partido à sucessão de Alckmin será realizado em um jantar da bancada paulista, na próxima terça-feira, possivelmente na sede da Fiesp, em São Paulo.

 

"O próprio PSDB respeita a posição do PMDB, pela candidatura do Paulo Skaf a governador, a qual é definida e inegociável", disse Rossi. "O encontro não teve viés político partidário, pois o PMDB é base de apoio do governador Alckmin desde o primeiro dia do governo", completou.

 

Apesar da aproximação e de ratificar o apoio na Assembleia, a bancada do PMDB mostrou para o governador que tem seu preço, pois participaram do encontro, além de Rossi, apenas outros dois dos quatro deputados estaduais do partido: Jorge Caruso e Itamar Borges. "Os deputados Vanessa Damo e Jooji Hato não foram porque não tiveram os prefeitos de suas bases atendidos", disse Rossi.

 

Segundo ele, as demandas por recursos para os prefeitos do PMDB foram feitos por toda a bancada à Casa Civil e liberados parcialmente pelo governador. "Como todos os prefeitos têm relação com deputados, nossa intenção é que haja um novo encontro, com a participação dos demais parlamentares e que todos sejam atendidos pelo governo do Estado", concluiu Rossi.

 

No encontro, de aproximadamente duas horas, o governador estava acompanhado do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido, que no discurso lembrou do passado de Alckmin como vereador e prefeito pelo PMDB em Pindamonhangaba (SP). Além de um pronunciamento no qual citou o ex-deputado e ex-presidente do PMDB Ulysses Guimarães, Alckmin conversou e tirou foto com cada um dos prefeitos presentes.

 

 

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