Alckmin admite que corrupção persiste na polícia

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou hoje que apesar da incontestável melhoria da segurança pública nos últimos anos, a corrupção ainda persiste. "Não tem um dia em que eu não demita três ou quatro funcionários públicos, inclusive policiais, pelo desvio de suas funções", disse. Alckmin ressaltou que o governo vem desenvolvendo um esforço permanente para combate à corrupção e melhoria da eficiência das polícias militar e civil. O trabalho vem dando resultado, disse o governador, citando como exemplo o aumento do número de prisões nos últimos seis anos, quando 40 mil pessoas foram presas no Estado de São Paulo. O total corresponde a quase o dobro de toda a população carcerária do Rio de Janeiro, onde estão 26 mil presos. Segundo o governador, hoje são 95 mil detentos em todo o Estado de São Paulo, contra 55 mil em dezembro de 1994. "Não nos orgulhamos disso, mas uma das causas do aumento da violência é a impunidade. Por isso devemos provar que o crime não compensa", disse.Alckmin destacou que os policiais estão mais bem preparados e equipados. Só em coletes salva-vidas são 37 mil, com previsão de atingir 80 mil até o final do ano. Há seis anos, eram mil destes equipamentos, disse o governador, que participou esta manhã de solenidade em homenagem aos policiais que morreram no desempenho de suas funções ou foram vítimas de ferimentos. O evento ocorreu no Parque da Independência, em frente ao Museu do Ipiranga, e contou com desfile de pelotões de cada uma das forças das polícias.O governador observou que 11 novas penitenciárias estão sendo construídas no Estado, com capacidade para 40 mil presos. Em todas elas, os detentos deverão trabalhar - cada três dias de trabalho reduz um dia da pena - e a perspectiva é de que sejam economizados R$ 8 milhões por ano pelo fato de os próprios presos fazerem suas refeições. No Carandiru, por exemplo, são compradas as chamadas quentinhas, com gasto diário de R$ 5,00 por detento, entre café da manhã, almoço e jantar.

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