ALCINDO GONÇALVES

DOUTOR EM CIÊNCIA POLÍTICA PELA USP E PROFESSOR DA UNISANTOS

O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 23h10

A diminuição de pessoas nos protestos no domingo não significa que a situação da presidente Dilma Rousseff tenha melhorado. Na verdade, como confirma pesquisa Datafolha, a rejeição ao governo continua praticamente a mesma: 60% dos entrevistados consideram-no ruim ou péssimo.

Fica, porém, evidente que as mobilizações de massas nas ruas têm limites. Repeti-las em menos de um mês foi um erro estratégico. Para avançar, os movimentos precisam ter foco, como foi na campanha das Diretas-Já, o que não ocorre agora. O “Fora Dilma” confunde-se com o combate à corrupção, e o impeachment da presidente divide opiniões.

O momento exige ação política. E na política, em ambiente de disputa intensa, a iniciativa tem papel decisivo. O governo respira e ganha algum espaço para articular-se; a oposição, ainda muito fortalecida pela insatisfação popular, precisa definir propostas e caminhos para o País.

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