Alcântara: Governo descarta investigação independente

O ministro da Defesa, José Viegas Filho, descartou hoje a possibilidade de nomeação de uma comissão independente para investigar a explosão do foguete em Alcântara, como pediu Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). "É responsabilidade do governo fazer a investigação sobre as causas que motivaram o colapso do foguete e essa investigação será feita com transparência", declarou o ministro."O apoio da comunidade científica é muito bem-vindo para que tenha total clareza quanto ao ocorrido", declarou ele, ao admitir a participação dos cientistas apenas como colaboradores na apuração dos fatos, permanecendo a equipe já designada no comando das investigações.Pouco antes da decisão do ministro, o presidente da Associação Brasileira de Direito Espacial, José Monserrat Filho, defendeu que somente uma comissão independente, sem a participação de técnicos do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e de outros órgãos do governo, teria isenção e autonomia para investigar o acidente que matou 21 pessoas.Em depoimento na Câmara dos Deputados, Monserrar Filho destacou que investigação por uma equipe isenta e independente seria conveniente até para o CTA. ?Muita coisa importante será revelada e, certamente, são coisas que devem ser discutidas claramente", justificou o professor. Monserrat considerou "ilógica" e uma "falha técnica" do governo nomear a comissão para investigar o acidente com pessoas envolvidas no projeto. Ele contestou ainda a versão de autoridades do governo de que todas as pessoas da comunidade científica são ligadas a órgãos governamentais. "Concordo com a SBPC, a melhor maneira de apurar as causas do acidente seria uma comissão independente, presidida por cientista de reconhecido saber?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.