Alastra-se epidemia de pneumonia atípica na Ásia

A epidemia de pneumonia atípica no sul da China é maior do que se pensava até agora, com pelo menos 31 mortes, na província de Guangdong. Desde fevereiro já foram registrados 792 casos da doença, segundo as autoridades chinesas de saúde. Mais de 75% dos pacientes já deixaram os hospitais, recuperando-se satisfatoriamente. Em Cingapura, o governo ordenou o fechamento das escolas para conter a epidemia.A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez nesta quarta-feira uma videoconferência com médicos dos 13 países mais infectados pela doença a fim de trocar informações sobre os sintomas e tratamento dos doentes. Os especialistas acreditam que um paciente com mais de 40 anos pode ser mais propenso a desenvolver a forma grave da doença.Após um silêncio de vários dias, as autoridades sanitárias da China reconheceram nesta quarta-feira que há novos casos diários da pneumonia misteriosa, mas a "situação continua sob controle". "A causa da maioria das mortes é o atraso no tratamento", disse o porta-voz do Departamento de Saúde de Guangdong. "Se levarmos em conta que Guangdong tem 80 milhões de habitantes, a situação é bem melhor do que em Hong Kong, onde já morreram dez pessoas."Segundo o porta-voz do Departamento de Saúde, ainda se desconhece a origem do vírus. "Mas sabemos que só o imediato diagnóstico e tratamento é o meio de garantir a recuperação dos doentes." Em Cingapura, as autoridades ordenaram o fechamento das escolas do país para conter a epidemia de pneumonia atípica. "Não existem fortes razões médicas para fechar os colégios, mas os diretores expressaram o aumento da preocupação dos pais com o risco de infecção que correm seus filhos", explicou o ministro da Educação de Cingapura, Teo Chee Hean.Em princípio, a suspensão das aulas vai até o dia 6. O governo adotou a medida após anunciar que 74 pessoas estão infectadas no país, das quais 60 permanecem hospitalizadas. Pelo menos 10 pacientes estão em estado grave.A situação continua grave também em Hong Kong, onde o vice-ministro da Saúde, Leung Pak-Yin, admitiu que o número de infectados não pára de crescer, atingindo todos as classes sociais. No entanto, o governo local não vê a necessidade de fechar as escolas agora. "Apenas oito estudantes estão doentes e o contágio deu-se fora da escola." Para as autoridades de Hong Kong, a falta de resultados no controle da doença ocorre pela dificuldade no diagnóstico da pneumonia atípica, pois ela é geralmente confundida com uma pneumonia comum.

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