Alan Kardec é indicado do PT, diz vice-líder do PMDB

Eduardo Cunha não reconhece indicação a diretoria da Petrobras como sendo do PMDB

Eugênia Lopes e Denise Madueño, do Estadão,

27 Setembro 2007 | 09h34

O vice-líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), afirmou na madrugada desta quinta-feira, 27, que Alan Kardec, cotado para ocupar a diretoria de Abastecimento da Petrobras, não é da cota peemedebista. "O Alan Kardec é uma indicação do PT e do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. O PMDB não reconhece essa indicação como sua", afirmou Cunha, durante a votação da emenda à Constituição que prorroga a CPMF até 2011. Veja também: Para votar CPMF, Planalto entrega diretoria da Petrobrás ao PMDB Para tentar concluir ontem a votação em primeiro turno da emenda constitucional que prorroga a CPMF, o governo garantiu ao PMDB a entrega de uma diretoria da Petrobras. O mais provável é que o partido fique com a Diretoria Internacional, e o nome mais cotado para o posto é o de João Augusto Fernandes, um peemedebista de Minas. Com as promessas de cargos para o PMDB, o Planalto conseguiu aprovar em primeiro turno na Câmara a prorrogação da CPMF até 2011. A entrega dos cargos ao PMDB e demais partidos da base será feita tão logo a emenda constitucional da CPMF, depois de aprovada na Câmara, seja enviada ao Senado. No início da semana, o PMDB ensaiou uma rebelião depois da nomeação, na sexta-feira, de dois petistas para a Petrobrás. "Houve um curto-circuito porque o governo fugiu ao combinado", afirmou Henrique Alves, referindo-se ao fato de o governo ter definido os cargos dos petistas sem indicar claramente quando entregaria os dos demais partidos da base.  Além da Petrobrás, o PMDB também reivindica a presidência da Eletronorte, diretoria da Eletrobrás e da Braspetro e superintendências da Funasa nos Estados. Antes de dar o sinal verde para o partido votar em peso a favor da CPMF, Temer e Henrique Alves se reuniram com o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). O ministro ficou encarregado de conversar com o governador da Bahia, Jacques Wagner (PT), para ter a segurança de que o nome de João Augusto Fernandes não sofrerá vetos do Planalto.

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