Alagoas tem 10 deputados afastados

Grupo havia sido indiciado pela Operação Taturana, acusado de envolvimento em desvio de R$ 280 milhões

Ricardo Rodrigues, O Estadao de S.Paulo

18 de março de 2008 | 00h00

O desembargador Antônio Sapucaia, do Tribunal de Justiça de Alagoas, determinou ontem que dez deputados estaduais indiciados pela Polícia Federal na Operação Taturana sejam imediatamente afastados do exercício do mandato. Eles são acusados de envolvimento no desvio de mais de R$ 280 milhões dos cofres da Assembléia de Alagoas. Sapucaia também determinou o bloqueio de todos os bens imóveis pertencentes aos parlamentares para eventual ressarcimento aos cofres públicos. De acordo com o despacho do desembargador, que será publicado amanhã no Diário Oficial do Estado, o afastamento vai durar até que seja concluída a instrução do processo que está nas mãos do juiz estadual Gustavo Souza Lima. Seis dos dez deputados indiciados já tinham sido afastados da Mesa Diretora da Assembléia por determinação de Souza Lima, atendendo liminarmente a um pedido feito pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas, Coaracy Fonseca.O despacho de Sapucaia diz respeito ao agravo de instrumento impetrado pelo Ministério Público Estadual. Será ainda julgado outro recurso, de autoria da Assembléia, que pede o retorno dos deputados afastados da Mesa Diretora. O advogado dos parlamentares, Adelmo Cabral, disse que só vai se pronunciar sobre a decisão quando foi notificado oficialmente. "Por enquanto, tomamos conhecimento dessa decisão apenas pela imprensa", comentou Cabral. Os deputados afastados são: Antônio Albuquerque (DEM), Arthur Lira (PMN) Antônio Hollanda Júnior (PT do B), Cícero Amélio (PMN), Cícero Ferro (PTB), Dudu Albuquerque (PSB), Edval Gaia (PSDB), Isnaldo Bulhões (PMN), Maurício Tavares (PSDC) e Nelito Gomes de Barros (PMN).

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