Ajuda foi psicológica, diz deputado

O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) confirmou ontem ter sido procurador pelo italiano Cesare Battisti quando ele chegou ao Brasil. "Dei uma ajuda psicológica. Aconselhei a buscar os caminhos legais. A mesma ajuda que prestei a todos os italianos que tiveram este problema", disse. Gabeira, por sua vez, não esconde que preferia uma solução jurídica para a questão. "No meu entender a palavra final era do Supremo Tribunal Federal. Eu tirei o caso da política."O cartunista Ziraldo ficou surpreso ao saber que Battisti tinha seu endereço, mas não o procurou. "Não sabia disto", disse ao ser informado pelo Estado sobre a entrevista de Battisti. Alegando desconhecer o processo, Ziraldo preferiu não dar opinião.Para a ex-prefeita de Fortaleza (1986-89), a socióloga Maria Luiza Fontenele, a reação do governo italiano só comprova a tese de que a questão é política. Battisti, diz ela, foi usado como "bode expiatório". Em dezembro, Maria Luiza esteve com Battisti, na penitenciária da Papuda, onde comemorou o aniversário dele.Ela disse que, apesar de Battisti ter chegado ao Brasil por Fortaleza, só o conheceu depois que foi preso.

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