Ainda não há solução para greve da Light

Diretores da Light e sindicalistas nãoconseguiram chegar a um acordo nesta terça-feira na Justiça do Trabalho para suspender a greve, que já dura três dias.A paralisação foimotivada pela demissão de 280 funcionários do Setor de Redução de Desvio de Energia, que fiscaliza a fraude em medidoresresidenciais e combate o roubo de eletricidade em via pública, o chamado ?gato?.O juiz Raimundo Soares de Mattos, da junta de conciliação do Tribunal Regional do Trabalho do Rio, propôs a suspensão dasdemissões e o reaproveitamento dos funcionários, a maioria engenheiros, em serviços ligados ao racionamento de energia.ALight, porém, continua inrredutível. Uma nova reunião na Justiça do Trabalho foi marcada para a próxima sexta-feira, às 13 horas,para decidir o impasse.?A própria Light e as demais concessionárias têm dito ao governo que não têm condições humanas e técnicas de atender àsmedidas do racionamento. Ora, então, por que ela não realoca esses demitidos para áreas da empresa que serão mais exigidasdurante o período da crise energética??, questionou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia doRio (Sintergia), Aldanir Carlos dos Santos.O sincalista estima que 85% dos 5.100 funcionários da Light aderiram ao movimento. A direção da empresa nega ainformação. Segundo ela, apenas 6% de seus empregados estão parados.O presidente do Sintergia garantiu que a paralisaçãonão afetará o consumidor. ?Os serviços essenciais estão garantidos?, afirmou.Esta terça-feira foi mais um dia de piquete e vigília emfrente à sede da concessionária, no centro do Rio, mas, ao contrário do primeiro dia da greve, não houve tumulto entresindicalistas e policiais.

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