Aids: número de infectados aumenta em todo o mundo

O números de pessoas infectadas com o vírus da aids aumentou em todas as regiões do mundo. Só no ano passado, 5 milhões de pessoas adquiriram a doença, apesar dos esforços governamentais para conter a epidemia. As informações são do relatório da Unaids, a agência das Nações Unidas para combate à aids, divulgado ontem. Segundo o relatório, o mais completo até o momento sobre a incidência de HIV no planeta, nove de cada dez pessoas que precisam de tratamento não conseguem obtê-lo, e as campanhas de prevenção alcançamefetivamente apenas um em cada cinco infectados. "O vírus avança com mais rapidez do que nós", lamentou odoutor Peter Piot, diretor da Unaids.Para fazer frente à propagação da aids, seriam necessários US$ 12 bilhões, 20% além do orçamento previsto anteriormente pela ONU. O relatório também traz cálculos revisados do número de doentes no mundo: são 38 milhões de portadores do vírus da aids (mais da metade da África sub-saariana), 2 milhões a menos que o anteriormente estimado. No entanto, o os custos para prevenção e tratamento são maiores hoje do que antes, pois são levados em consideração uma série de fatores, como encarecimento de mão de obra de agentes de saúde e adoção de campanhas mais amplas e completas.Vitória - O Brasil está entre os países que conseguiram reduzir a incidência do vírus da aids, apontou o relatório das Nações Unidas. Os preços dos remédios caíram drasticamente e agora estãodisponíveis em muitos países pobres. Além disso, políticos dediversas partes do mundo estão comprometidos com a luta contra aaids. A cada dois anos, a agência compila um relatório global sobrecasos de aids.Manifestação - Em Bancoc, a poucos dias da realização da conferência internacional sobre aids, manifestantes cobraram dos governantes maior acesso a drogas que prolongam a vida de pacientes HIV positivos, além de medidas de prevenção à doença, como distribuição de preservativos. Para o próximo domingo, estão previstas manifestações em prol da disponibilização de drogas que combatem o vírus da aids. Os manifestantes devem aproveitar a ocasião para criticar o corte de 64% do orçamento do Fundo Mundial de Combate à Aids, Tuberculose e Malária previsto pelo governo dos Estados Unidos. George W. Bush também foi bastante criticado por sua política de promover a abstinência sexual em vez de disseminar o uso de preservativos.

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