Aids: governo fecha acordo para reduzir preço de remédio

O governo fechou um acordo com a multinacional Merck Sharp & Dohme que garante redução de 25% no preço do Efavirenz e acena com a possibilidade de licença voluntária de patente para que o laboratório Farmanguinhos passe a produzir o remédio. "É um bom acordo", avaliou o coordenador do Programa Nacional de Aids/DST, Alexandre Grangeiro. Os R$ 28,4 milhões que o Ministério da Saúde economizará, no próximo ano, com o remédio mais barato, são suficientes para continuar financiando as 600 organizações não-governamentais atuantes na área ou para ampliar a rede de testes de aids.Na semana passada, o programa de aids já havia conseguido desconto recorde de 76% na compra do Atazanavir, da Bristol, o que representará uma economia de R$ 190 milhões, se considerar preço de fábrica nos EUA. As duas vitórias são para Grangeiro um trunfo nas conversas com a Abbott e Roche, que até agora só se dispuseram a reduzir os preços de seus medicamentos em 11% e 5%, respectivamente.Hoje, 66% do orçamento do Ministério da Saúde são gastos com remédios para aids. Ao ano, são gastos R$ 550 milhões com os 15 anti-retrovirais distribuídos a 135 mil pessoas. Com o acordo, o remédio da Merck Sharp & Dohme passa a custar US$ 1,575 por paciente ao dia. Este é o preço mais baixo comercializado pela Merck Sharp & Dohme no mundo, excluindo o uso humanitário na África. Com o novo desconto, o segundo em 2003, o preço do Efavirenz caiu 38,4% desde o início do ano.

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