AGU alegava que HDs continham segredos de Estado

A Agência Brasileira de Inteligência, desde que a Polícia Federal vasculhou seu reduto no Rio, vive um inferno. Os arapongas tratam a demanda com cuidados excepcionais, sob alegação de que os registros são estratégicos e guardam segredos de Estado.O Gabinete de Segurança Institucional sustenta que tais informações, se tornadas públicas, põem sob "grave risco" a segurança nacional. Esses foram os argumentos que a Advocacia-Geral da União (AGU) usou para convencer o Tribunal Regional Federal da 3.º Região (TRF 3) a reformar decisão da 7.ª Vara Criminal Federal de São Paulo que vetava peremptoriamente a participação da Abin na perícia da PF. Por ordem da presidente do TRF 3, Marli Ferreira, a agência recebeu aval para acompanhar a análise técnica e a triagem. "O alto grau de proteção a esses dados se justifica em razão de sua ligação com o núcleo de segurança do próprio Estado brasileiro", expôs a AGU, no recurso.

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