Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Agronegócio precisa ser mais apoiado, diz vice de Marina

Ao participar da série ''Entrevistas Estadão'', ele disse que o Ministério da Agricultura foi esvaziado politicamente e em termos orçamentários no atual governo

ANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2014 | 14h22

O vice na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, defendeu nesta quarta-feira, 17, que o agronegócio no Brasil "precisa ser tratado com respeito, mais apoiado e menos atacado". Ao participar da série ''Entrevistas Estadão'', ele disse que o Ministério da Agricultura foi esvaziado politicamente e em termos orçamentários no atual governo, da presidente Dilma Rousseff (PT). "Um ministro da Agricultura não pode ficar um ano sem falar com a presidente", afirmou.

O vice de Marina também afirmou que a Embrapa foi fragilizada. Beto disse não ser ruralista, mas ressaltou que teria "muita honra" em ser. Afirmou que, em seu Estado de origem, Rio Grande do Sul, as pessoas reconhecem a importância do agronegócio para a economia e para a vida dos brasileiros.

Sobre a polêmica envolvendo o uso dos índices de produtividade como critério para reforma agrária, ponto colocado no programa de governo da candidata, Beto afirmou que a terra tem que exercer sua função social. Mas disse que a ideia da sua plataforma é usar o índice para "premiar"e não para punir. "O agricultor que não tiver produtividade vai ser desapropriado pelo mercado, não pelo governo", afirmou. Segundo Beto, o índice pode ser usado por exemplo como critério para fornecimento de crédito.

Questionado sobre a meta da candidata de assentar 85 mil famílias, Beto disse que o País não precisa mais dos "litígios do passado". Ele afirmou que a meta é possível, desde que tenha recurso destacado no orçamento.

Com relação ao receio do setor sobre a figura ambientalista de Marina, Beto argumentou ser algo que está se revertendo. "Quando ouvem Marina falar, mudam de ideia. Ela não é a radical que se plantou", disse. Beto reforçou o argumento da campanha de que a sustentabilidade já foi incorporada pelo setor e de que é possível aumentar a produção por ganhos de produtividade em vez de crescimento da área plantada. "Sustentabilidade e respeito aos direitos humanos estão no gene da sociedade", afirmou.

O vice também reafirmou que a coligação de apoio a Marina já se comprometeu a não alterar o Código Florestal, que foi um projeto criticado pela candidata. "Não há chance no nosso governo de reabrir discussão sobre Código Florestal", afirmou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.