Agripino: 'Sarney não tem mais condições de presidir Senado'

Bancada do DEM no Senado se reunirá para discutir se o partido apresentará representação

04 de agosto de 2009 | 12h03

O DEM adotará um discurso mais duro em relação ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A avaliação do líder do partido, José Agripino Maia (RN), é de que Sarney não tem mais condições de presidir a Casa. 'Há um mês pedimos o licenciamento dele da presidência para dar mais legitimidade às investigações. Ele não apresentou argumentos satisfatórios e não aceitou nossa sugestão. Vou pedir para a bancada para a gente evoluir para a renúncia em nome da passagem à limpo do Senado', disse o senador.

 

 

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A bancada do DEM no Senado se reunirá hoje ao meio-dia para discutir, durante um almoço, se o partido apresentará ou não representação por quebra de decoro parlamentar contra José Sarney no Conselho de Ética. O presidente do Senado coleciona onze ações no conselho, que o responsabilizam da contratação de aliados e parentes por atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobrás à Fundação Sarney para empresas fantasmas.

 

O PSDB também reúne a bancada em almoço, marcado para as 13h30 de hoje, a pedido do líder tucano Arthur Virgílio (AM). Virgílio quer o apoio dos senadores do seu partido para apresentar representação contra o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Ele avalia que o senador alagoano feriu o decoro ao ameaçar que o denunciaria ao conselho caso o PSDB insistisse em pressionar pela saída de José Sarney da presidência do Senado.

 

O PDT, que conta com cinco senadores, discutirá se endossará ou não o coro de senadores que pedem a renúncia de Sarney do comando do Senado, em reunião à tarde, no cafezinho do plenário. Durante o recesso parlamentar, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu a renúncia do peemedebista e anunciou que levaria este posicionamento para conhecimento dos demais senadores do partido na volta dos trabalhos.

 

Enquanto a oposição planeja ações que podem acirrar ainda mais os ânimos no Senado, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini (SP), reúne a bancada do partido no Senado para tentar dissuadir os senadores da pressão que vem fazendo pela licença de José Sarney. A reunião dos petistas será no gabinete da liderança no Senado, às 13h.

 

O líder do PMDB, Renan Calheiros, não agendou reunião da bancada até o momento. Na semana passada, ele havia informado, em conversas com a imprensa, que o partido poderia registrar no Conselho de Ética uma representação contra o líder tucano Arthur Virgílio. As ações ao Conselho de Ética que o PMDB prepara contra Virgílio seriam embasadas em reportagem da revista 'IstoÉ' que revelou que Arthur Virgílio teria pego, em 2003, US$ 10 mil emprestado do ex-diretor do Senado Agaciel Maia quando teve problemas com seu cartão de crédito em uma viagem particular a Paris.

 

Segundo a revista, o senador tucano teria ainda extrapolado o limite permitido pelo Senado para usar em tratamentos de saúde, quando a mãe dele ficou adoentada.

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