Agripino cobra recursos federais para combater crime

O líder do PFL no Senado, senador José Agripino (RN), cobrou, em discurso da tribuna, a liberação de mais recursos federais para a segurança pública nos Estados. Afirmou que esses recursos caíram 28% de 2004 a 2005.Agripino disse que, pela manhã, conversou por telefone com o governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), e elogiou sua atuação. Disse que o governo paulista tem sido duro com a criminalidade. "Entendo que a crise de segurança não é só uma questão de São Paulo, embora (o Estado) seja o epicentro. Ela está ocorrendo dentro de presídios, na ruas e em outros Estados. A ação selvagem, a baderna está nas ruas, nos ônibus, com troca de tiros e perda de vidas. A minha preocupação é que esses fatos estão acontecendo é por crise de autoridade, que leva pessoas a se confrontarem. Tudo isso é produto da impunidade", declarou Agripino, pedindo ações do governo federal no combate à violência.Em aparte, o senador Marco Maciel (PFL-PE) afirmou que o governador Lembo "é uma pessoa respeitável, probo, sóbrio, um excelente administrador" e disse esperar que a sociedade possa "estar solidária com o governo de São Paulo e com as ações que estão sendo tomadas."A líder do PT no Senado, senadora Ideli Salvatti (SC), em discurso, afirmou que "o momento é de muita gravidade, há um clima de insegurança, mas espera-se que o bom senso, a calma e a seriedade prevaleçam" e que "todo e qualquer viés partidário deve ser evitado." A senadora disse que, no momento, não dá para ficar perguntando quem liberou mais recursos, mas disse que houve, no Orçamento do governo do Estado de São Paulo, uma redução nos recursos destinados à segurança pública.O senador Roberto Saturnino (PT-RJ) reforçou as palavras da líder, afirmando que o governador Lembo deveria ter aceito a oferta de ajuda federal para enfrentar o crime. Disse que o problema tem que ser enfrentado com espírito público. "Eu queria fazer um apelo para que aceite a parceria com o governo federal. Precisamos somar esforços com espírito público."

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